Bush prepara o que tem de melhor para receber o papa em Washington

Macarena Vidal Washington, 14 abr (EFE).- Washington se prepara para receber a partir de amanhã o papa Bento XVI, na primeira visita de um pontífice a esta capital em cerca de 30 anos e para a qual George W.

EFE |

Bush separou o que tem de melhor.

O chefe da Igreja Católica aterrissará amanhã na base aérea de Andrews. Na pista estará lhe esperando o presidente Bush, realizando um gesto que não teve com nenhum outro líder mundial em seu mandato.

A cerimônia formal de boas-vindas acontecerá no dia seguinte, nos jardins da Casa Branca, em um ato para o qual se esperam 12 mil pessoas, um número que quase dobra os números de comparecimento estabelecidos pela visita da rainha Elizabeth II no ano passado.

O ato estará revestido da máxima pompa e circunstância. Uma banda do corpo de Fuzileiros Navais interpretará os hinos do Vaticano e dos Estados Unidos, enquanto será dada uma salva de 21 tiros de canhão.

A famosa soprano Kathleen Battle foi convidada para interpretar o Pai-nosso. Além disso, os dois líderes pronunciarão discursos antes de se reunirem no Salão Oval.

Os encontros com Bush coincidem com a celebração do aniversário de 81 anos de Bento XVI - na próxima quarta -, e para esta oportunidade a Casa Branca organizou um jantar em homenagem ao visitante, para o qual estão convidados líderes católicos e que terá um cardápio de estilo bávaro.

Entretanto, o convidado de honra não estará presente, pois terá que cumprir outros compromissos de sua agenda.

Na quinta-feira o papa celebrará uma missa no estádio Nationals, o principal evento de sua visita a Washington, antes de se reunir com representantes das universidades católicas e com líderes de outras religiões.

No dia seguinte, Bento XVI partirá para Nova York, onde deve visitar a sede da ONU, realizar um encontro com jovens católicos e ir até o Marco Zero, cenário dos atentados de 11 de Setembro de 2001.

Em entrevista concedida à emissora "Global Catholic Network", o presidente dos EUA justificou o tratamento extraordinário ao papa porque, "em primeiro lugar, ele fala em nome de milhões de pessoas e, em segundo, porque não chega como um político, mas chega como um homem de fé".

Bush e Bento XVI, que se encontraram pela primeira vez em junho do ano passado no Vaticano, compartilham vários valores. Ambos se opõem ao aborto, à pesquisa com células-tronco embrionárias e aos casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Entretanto, os dois líderes também discordam em assuntos como a Guerra do Iraque, que o líder da Igreja Católica condenou.

A visita, a primeira de um papa a Washington e a Casa Branca desde que Jimmy Carter recebeu João Paulo II em 1979, gera grande expectativa entre os cerca de 70 milhões de católicos que vivem nos EUA.

Milhares de pessoas planejam assistir às missas que serão dirigidas pelo pontífice.

Os que não conseguiram entradas ou que desejam um maior contato com Bento XVI se espalharão pelas ruas pelas quais passará o papamóvel e nas quais já é possível perceber uma presença policial maior que o habitual.

As autoridades de Washington já advertiram os cidadãos de possíveis engarrafamentos e pediram que os que puderem permaneçam em casa.

O papa encontrará, em geral, uma recepção calorosa. Oito em cada dez católicos nos EUA aprovam a liderança do pontífice, afirmam algumas pesquisas. Desta forma, polêmicas como os casos de abusos sexuais de crianças por padres devem ficar em segundo plano.

Entretanto, a visita do líder da Igreja Católica não gerou apenas entusiasmo, mas também protestos entre grupos católicos que defendem a ordenação de mulheres ou que questionam os abusos sexuais de crianças.

Na noite de hoje a National Coalition of American Nuns (Coalizão Nacional de Freiras Americanas, em tradução livre) planeja realizar uma vigília em favor da ordenação de mulheres. EFE mv/fal

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