Bush pode conceder permissão para guatemaltecos trabalharem nos EUA

Washington, 28 abr (EFE).- O presidente guatemalteco, Álvaro Colom, se reuniu hoje com o chefe de Estado americano, George W.

EFE |

Bush, e pediu a concessão do Estatuto de Proteção Temporária (TPS, na sigla em inglês) aos guatemaltecos que vivem nos Estados Unidos.

A concessão deste status, que permitiria regularizar a situação de muitos guatemaltecos, é uma prerrogativa do chefe da Casa Branca que permite que cidadãos de países vítimas de desastres naturais trabalhem nos EUA temporariamente.

Em declarações à imprensa após a reunião, Bush disse que Colom lhe pediu para "pensar no TPS para seus cidadãos, assim como em uma reforma migratória exaustiva".

"Garanti-lhe que levarei em conta seu pedido, e que acho que a reforma migratória convém a nosso país", disse Bush.

"Colocamos a questão do TPS ao presidente (americano), e esperaremos sua resposta", confirmou Colom.

Em declarações este fim de semana, o embaixador americano na Guatemala, James Derham, expressou suas dúvidas sobre se o estatuto vai ser estendido aos guatemaltecos.

Nos Estados Unidos vivem 1,2 milhão de guatemaltecos, 60% deles como imigrantes ilegais.

Neste ano já foram deportados mais de 7.200 imigrantes guatemaltecos e, no ano passado, esse número superou os 23 mil.

Atualmente, hondurenhos, nicaragüenses e salvadorenhos se beneficiam do TPS. O Peru também solicitou que lhe seja concedido esse status.

Além de imigração, os presidentes também conversaram sobre energia, comércio e luta contra o tráfico de drogas.

Este último assunto ocupou boa parte da conversa entre Bush e Colom.

"Estamos fazendo tudo que for necessário para eliminar o tráfico de drogas e os traficantes de nosso território", indicou o Executivo guatemalteco, que agradeceu aos EUA pela ajuda recebida nesta área, que inclui o envio de quatro helicópteros.

De sua parte, Bush destacou a necessidade de Estados Unidos, México e América Central unirem esforços para combater esse problema.

Assim, reiterou seu pedido ao Congresso para que aprove a Iniciativa Mérida - um plano de segurança de U$ 1,4 bilhão para combater os traficantes e o crime organizado no México e América Central nos próximos três anos -, questão a ser resolvida ainda em 2008.

Para este ano, a Iniciativa Mérida estaria dotada de U$ 550 milhões.

O plano orçamentário de Bush para o ano fiscal 2009 inclui o mesmo valor, mas distribuído da seguinte forma: o México receberia US$ 450 milhões - mais outros US$ 25 milhões provenientes de outros programas de assistência -, e US$ 100 milhões para a América Central.

Desde o anúncio da Iniciativa Mérida, em 22 de outubro de 2007, vários legisladores criticaram a soma inferior destinada ao istmo centro-americano. Além disso, expressaram preocupação em torno dos mecanismos de supervisão do uso dos fundos.

Nenhum dos dois chefes de Estado respondeu a perguntas da imprensa após suas declarações.

Foi o primeiro encontro entre os dois líderes desde que Colom assumiu o poder, em 14 de janeiro, substituindo Óscar Berger.

Colom, que almoçou com Bush e as respectivas esposas dos presidentes, deve se reunir amanhã com os líderes democrata e republicano no Senado, Harry Reid e Mitch McConnell, respectivamente.

Em entrevista coletiva esta tarde, o chefe de Estado guatemalteco adiantou que, em suas reuniões no Congresso, colocará a Iniciativa Mérida e a conveniência de aprovar um plano que "beneficiaria o México e toda América central e fortaleceria o esforço regional contra o narcotráfico".

No mesmo dia, o presidente guatemalteco se reunirá com representantes do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (BM), e comparecerá a um almoço organizado em sua homenagem pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Além disso, amanhã participará de uma conferência na Universidade George Washington e comparecerá ao Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA).

O governante guatemalteco deve retornar a seu país na próxima quarta-feira. EFE mv/rb/db

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