Bush: pedidos de países interessados em entrar na Otan devem ser ouvidos

Bucareste, 3 abr (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, George W.

EFE |

Bush, pediu hoje que se escute "de forma completa e imparcial" os pedidos de países interessados em entrar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

A Aliança ofereceu formalmente o ingresso à Croácia e à Albânia, mas deixou de fora a Macedônia, até que este país resolva com a Grécia as questões relativas a seu nome.

Além disso, os 26 membros da Aliança decidiram não oferecer por enquanto à Ucrânia e à Geórgia um Plano de Ação que abra as portas para uma futura entrada desses países no grupo, como tinham reivindicado os EUA.

Em uma reunião dos aliados com os dois futuros membros, o presidente americano disse que o processo de ampliação continuará, e afirmou que as portas da Aliança "devem ficar abertas a outros que mostrarem sua disposição para efetuar as reformas necessárias".

Bush expressou sua decepção com o fato de seus aliados não terem chegado a um consenso sobre a Macedônia, e pediu que a disputa sobre o nome da ex-república iugoslava se resolva "rapidamente, para que sua entrada possa acontecer o mais rápido possível".

De acordo com o presidente americano, a Otan "espera pelo momento em que este país poderá ocupar o lugar que aspira".

O secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, declarou hoje, após a reunião do Conselho Atlântico, que os líderes aliados reconhecem o direito da Ucrânia e da Geórgia de se transformar em membros da Aliança.

"Decidimos hoje que estes países poderão se tornar membros da Otan", disse De Hoop Scheffer, ao ler o comunicado final do Conselho.

Segundo o secretário-geral, o Plano de Ação é o próximo passo em seus caminhos para a adesão.

Em entrevista coletiva, De Hoop Scheffer afirmou ter pedido aos ministros de Exteriores (da Aliança) uma avaliação preliminar da questão na reunião de dezembro.

Os alertas russos sobre eventuais conseqüências negativas, além das ressalvas feitas por membros importantes da Otan, como França e Alemanha, jogaram por terra as aspirações de Kiev e Tbilisi de conseguir a adesão de forma mais imediata.

Essas ex-repúblicas soviéticas viveram nos últimos anos "revoluções democráticas" para tentar desligar-se da forte influência que a Rússia exercia sobre eles. EFE mv/rr/gs

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