Bush pede que Rússia cumpra cessar-fogo assinado e deixe a Geórgia

Washington, 16 ago (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, George W.

EFE |

Bush, disse hoje que a assinatura do cessar-fogo pela Rússia é um "passo promissor", mas pediu à Moscou que honre o pacto, suspenda s ações militares e respeite as fronteiras da Geórgia.

Bush fez hoje uma declaração pública, a terceira em 24 horas sobre o assunto, no seu rancho de Crawford, no Texas, após uma reunião com o Conselho de Segurança Nacional para analisar os últimos acontecimentos na Geórgia.

Acompanhado pela secretária de Estado, Condoleezza Rice, que acaba de retornar de uma visita à Geórgia, Bush avaliou a assinatura do presidente russo, Dmitri Medvedev, do plano europeu de seis pontos sobre o conflito bélico.

"Agora a Rússia precisa honrar este acordo, retirar suas forças (da Geórgia) e, certamente, pôr fim às suas operações militares", afirmou Bush.

O presidente americano quer que a assinatura do acordo de cessar-fogo signifique que a Rússia respeite de agora em diante a integridade territorial da Geórgia, e, especialmente, das regiões separatistas da Ossétia do Sul e da Abkházia.

"O tema principal é que a luta da Rússia pelas regiões da Ossétia do Sul e da Abkházia não deve fazer parte do futuro da Geórgia.

Estas regiões são parte da Geórgia, e a comunidade internacional repetiu até não poder mais que continuarão sendo", disse à imprensa.

"Não há discussão sobre isso", acrescentou Bush.

Bush deixou claro que "a Geórgia é membro pleno das Nações Unidas", e que o Conselho de Segurança da ONU aprovou várias resoluções em que reafirma as fronteiras deste país.

"Estas resoluções são baseadas na premissa de que a Ossétia do Sul e a Abkházia permanecem dentro das fronteiras da Geórgia, e que qualquer conflito internacional sobre este tema deve ser resolvido através de negociações internacionais", esclareceu.

Ele lembrou, além disso, que estas resoluções foram ratificadas pela Rússia, como membro permanente do Conselho de Segurança.

Em seu discurso no rancho de Crawford, onde passará alguns dias de descanso, Bush anunciou também que Rice partirá esta semana para Bruxelas em uma nova tentativa diplomática de pressionar pela "libertação da Geórgia".

Em Bruxelas, Rice se reunirá com os ministros de Assuntos Exteriores da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e com representantes dos países-membros da União Européia (UE).

Na reunião do Conselho de Segurança Nacional também participou o secretário de Defesa, Robert Gates, que informou sobre o andamento da missão humanitária desenvolvida pelo exército americano na Geórgia.

"As provisões estão sendo distribuídas entre o povo georgiano, e nos próximos dias chegarão mais", assegurou Bush.

Em seu tradicional discurso de rádio dos sábados, antecipado ontem pela Casa Branca, Bush assinalou que "o mundo observou com grande preocupação como a Rússia invadiu um Estado vizinho soberano e ameaçou um Governo democraticamente eleito".

Para ele, essa ação é "completamente inaceitável para nações livres".

Bush voltou a ressaltar que as ações da Rússia geraram sérias dúvidas sobre seu papel e suas intenções na Europa do século XXI, e destacou, novamente, que Moscou pôs em risco suas pretensões de integração à estrutura política, econômica e de segurança do Ocidente.

O presidente americano fez assim uma referência indireta aos planos da Rússia de se unir à Organização Mundial do Comércio (OMC) e à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

"A Rússia pôs as suas aspirações em risco ao realizar ações na Geórgia que são inconsistentes com os princípios destas instituições", reiterou o governante.

Por isso, "para começar a reparar as relações com os EUA, a Europa e as outras nações, e para começar a recuperar seu lugar no mundo, a Rússia deve atuar e pôr fim a esta crise", disse Bush em seu discurso. EFE pgp/bm/rr

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