Bush pede que povo americano veja a guerra no Iraque sob nova perspectiva

O presidente George W. Bush pediu neste sábado que se dê uma nova perspectiva à guerra do Iraque, incentivando o povo a se unir em apoio ao jovem governo de Bagdá.

AFP |

"Os americanos deviam ser capazes de chegar a um acordo de que está em interesse estratégico e moral de nossa nação apoiar o Iraque livre e democrático que emerge no coração do Oriente Médiio", afirmou Bush em sua mensagem semanal de rádio.

Bush indicou que a adoção esta semana pelo Iraque de um acordo de segurança com os Estados Unidos e outro sobre vínculos diplomáticos e econômicos a lango prazo garantem uma mudança nas perspectivas.

"Ao entrar nesta nova fase nas relações dos Estados Unidos com o Iraque, tememos a oportunidade de adotar novas perspectivas aqui em casa. Houve legítimas diferenças de opinião sobre a decisão inicial de derrubar Saddam Hussein e a subseqüente condução da guerra. Mas agora o ressurgimento e a coragem dos iraquianos inverteram a situação", acrescentou.

Na quinta-feira, o Conselho Presidencial iraquiano validou o acordo de segurança adotado no mês passado pelo parlamento e que prevê uma retirada das tropas americanas daqui ao fim de 2011.

No início do mês, declarou que não estava "preparado para a guerra" quando assumiu a presidência dos Estados Unidos, e que os erros cometidos pelos serviços de inteligência americanos sobre o Iraque constituem o maior arrependimento de seus oito anos de mandato.

"Penso que não estava preparado para a guerra", confessou Bush à rede de televisão ABC.

"Em outras palavras, não fiz campanha dizendo: votem em mim, serei capaz de enfrentar um ataque. Em outros termos, não antecipei a guerra", afirmou, ressaltando a enorme surpresa que representaram os atentados de 11 de setembro, que o levaram a declarar "uma guerra mundial contra o terrorismo".

"O maior arrependimento de toda minha presidência é a falha cometida pela inteligência no Iraque", destacou, referindo-se às armas de destruição em massa que seu governo acusava Saddam Hussein de possuir e que serviram para justificar a contestada invasão ao Iraque, em 2003.

Tais armas não foram encontradas no Iraque depois da queda de Saddam Hussein.

Bush não respondeu à pergunta sobre se teria declarado a guerra ao Iraque mesmo sabendo que Saddam Hussein não tinha armas de destruição em massa.

"É uma pergunta interessante, mas que significaria voltar atrás sobre que fizemos, e isso é algo que não posso fazer", esquivou-se.

Ressaltou, no entanto, que não foi o único a confiar nas informações foernecidas pelos serviços de inteligência americanos, frisando que muitos dirigentes estrangeiros e parlamentares americanos o apoiaram neste sentido.

Por outro lado, na sexta-feira, defendeu vivamente seus oito anos de controvertida política no Oriente Médio.

Apesar das frustrações e decepções, o Oriente Médio de 2008 oferece mais liberdade, esperanças e promessas que em 2001, quando Bush assumiu suas funções.

"O Oriente Médio continua enfrentando graves desafios. O Irã e a Síria continuam apoiando o terrorismo, as atividades de enriquecimento de urânio por parte dos iranianos continuam sendo uma ameaça para a paz, e são muitos os que, na região, continuam sofrendo com a opressão", afirma Bush.

"As mudanças dos últimos oito anos anunciam o começo de algo histórico e novo em uma região que é a mais essencial para a segurança dos Estados Unidos e da paz mundial", acrescenta.

lal/cel/cn

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