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Bush pede a próximo líder dos EUA que siga agenda da liberdade

Por Tabassum Zakaria WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, conclamou na quinta-feira seu sucessor a levar adiante o que descreveu como a agenda da liberdade, que significaria promover os direitos humanos, a democracia e o livre-comércio no mundo todo.

Reuters |

Bush, cujo mandato termina dentro de seis meses, pontuou o discurso feito para celebrar a Semana das Nações Capturadas com frases como 'nos anos vindouros' e 'o desafio a ser enfrentado pelos futuros presidentes e futuros congressistas' -- apontando assim para o final de seus dias de Casa Branca.

O presidente deu suas declarações horas depois de o candidato democrata ao cargo, senador Barack Obama, ter discursado na Alemanha em meio a uma viagem pela Europa e pelo Oriente Médio interpretada como uma tentativa de melhorar a imagem dele na área de política externa antes das eleições de novembro.

'Ao longo dos últimos sete anos, viemos a público denunciar os abusos de direitos humanos cometidos por regimes como os do Irã, do Sudão, da Síria e do Zimbábue', disse Bush.

'De maneira franca, falamos sobre os direitos humanos com nações com as quais mantemos boas relações, como o Egito, a Arábia Saudita e a China.'

O líder norte-americano defendeu novamente a libertação de prisioneiros políticos, mencionando especificamente Ayman Nour, do Egito, Aung San Suu Kyi, de Mianmar, Oscar Biscet, de Cuba, e Riad Seif, da Síria.

'O desafio a ser enfrentado pelos futuros presidentes e futuros congressistas é garantir que os EUA sempre fiquem ao lado dos que buscam a liberdade -- e que nunca hesitem em atirar a luz da consciência sobre os abusos de direitos humanos ocorridos em qualquer parte do mundo', disse.

Ativistas dos direitos humanos e outros grupos sempre criticaram Bush por ter criado um centro de detenção na base militar dos EUA localizada na baía de Guantánamo (Cuba), onde acusados de terrorismo estão presos há anos sem terem sido acusados formalmente de crime nenhum.

O centro de detenção nasceu depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 contra Nova York e Washington.

Os ativistas afirmam ainda que o tratamento desumano dado a prisioneiros no Afeganistão e no Iraque somado à prática dos vôos secretos com detentos para países onde seriam torturados minam a credibilidade dos EUA ao pretenderem defender os direitos humanos.

Pesquisas de opinião mostram que Bush convive com baixos índices de popularidade em virtude da guerra no Iraque e da desaceleração da economia.

'No Afeganistão e no Iraque, derrubamos regimes que ameaçavam nossos cidadãos e a paz mundial', afirmou o presidente. 'E agora estamos ajudando a população desses dois países a enfrentarem os terroristas que desejam criar novos refúgios com o intuito de, a partir dali, lançarem ataques contra os EUA e nossos amigos.'

Bush também afirmou que 'os ventos da mudança começam a soprar' em Havana, Damasco e Teerã, locais onde as pessoas 'sonham com um futuro de liberdade, têm esperança em um futuro de liberdade e acreditam que um futuro de liberdade está por vir. E virá.'

'Que Deus os acompanhe em sua luta. Os EUA sempre os acompanharão', afirmou o presidente norte-americano.

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