Bush pede à China que inicie diálogos com Dalai Lama

Por Tabassum Zakaria WASHINGTON (Reuters) - O presidente norte-americano, George W. Bush, fez um apelo nesta quarta-feira para que a China inicie diálogo com o Dalai Lama, dizendo que Pequim descobriria que o líder espiritual tibetano exilado é um bom homem.

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O presidente fez seus comentários no dia da passagem da tocha olímpica pela cidade de São Francisco, única cidade norte-americana a receber o revezamento, e onde grandes protestos são esperados.

Os revezamentos da tocha já enfrentaram manifestações contra as políticas chinesas de repressão no Tibet e pelo histórico do país em direitos humanos.

'Nós dois concordamos que faria bem ao governo chinês o início dos diálogos com os representantes do Dalai Lama', disse Bush após um encontro com o Ministro Superior de Cingapura, Goh Chok Tong.

'Se fossem atrás do Dalai Lama, descobririam que ele é realmente um bom homem, um homem pacífico, um homem que é contra a violência', disse Bush.

Bush planeja assistir os Jogos Olímpicos deste ano na China em agosto e a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino disse nesta quarta feira que 'não há mudanças' em sua agenda.

Mas depois de meses dizendo que Bush iria definitivamente para Pequim para os jogos, a Casa Branca tem sido mais cuidadosa recentemente.

Diversos líderes Democratas, entre eles a pré-candidata à presidência Hillary Clinton, já pediram a Bush o boicote da cerimônia de abertura das Olimpíadas em protesto aos atos chineses no Tibet.

'Ainda é extremamente cedo para que eu diga qual vai ser a agenda do presidente', disse Perino.

'Mas reitero que o presidente foi claro que acredita que a coisa certa a fazer é continuar a pressionar os chineses em várias questões, como direitos humanos e democracia, liberdade de expressão, tolerância religiosa, e continuar a fazer isso, em público ou não, antes, durante e depois dos Jogos Olímpicos', afirmou.

Em outro pronunciamento, a secretária de Estado Condoleezza Rice disse que os Estados Unidos consideravam a possibilidade de abrir um consulado no Tibet.

Tal medida iria precisar da aprovação do Governo chinês, que restringiu severamente o acesso ao Tibet para diplomatas estrangeiros e jornalistas depois dos distúrbios na capital regional Lhasa no dia 14 de março.

'Estamos considerando a possibilidade de um consulado no Tibet', disse Condoleezza a legisladores em uma audiência do Congresso.

Os Estados Unidos pediram repetidamente o acesso de seus diplomatas ao Tibet depois das agitações e exigiu que a China inicie conversas com o Dalai Lama.

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