Bush participa da última reunião de cúpula do G8 como presidente

Macarena Vidal Washington, 4 jul (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, George W.

EFE |

Bush, viaja amanhã ao Japão com a esperança de consolidar seu legado nesta que será sua última cúpula do G8 (sete nações mais ricas do mundo e a Rússia), dominada por assuntos como a mudança climática e os preços do petróleo.

Bush chega à cúpula de Toyako faltando apenas sete meses para o final de seu mandato e com uma baixa popularidade, em torno de 30%, nos EUA.

No entanto, ele tem uma vantagem: a maioria dos líderes na reunião também está com baixa popularidade, e o presidente americano, pelo menos, mantém uma boa relação com todos os governantes.

Segundo o analista Michael Green, do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), "esta reunião do G8 é notável, certamente porque é a última do presidente Bush. Também é uma cúpula que acontece no momento em que muitos dos líderes políticos estão enfraquecidos".

"Não acho que a liderança potencial ou a popularidade (de Bush) sejam tão baixas quanto parece, em parte porque ele conhece todos muito bem. Todos mantêm uma relação de trabalho e têm interesse comum em demonstrar que esta reunião pode alcançar algum objetivo", explicou Green.

A Casa Branca está otimista com a possibilidade de conseguir resultados efetivos. "Muitos líderes querem chegar a um acordo antes que o presidente Bush vá embora (...). Acreditamos que haverá boa vontade", declarou a porta-voz Emily Lawrimore.

A agenda será dominada pela mudança climática. O Japão e os países europeus querem ver um acordo vinculativo para reduzir à metade as emissões de CO2 na atmosfera em 2050.

No entanto, este objetivo parece improvável. Os EUA pedem a participação das grandes economias emergentes, como Índia ou China, que estarão presentes na quarta-feira na sessão de trabalho do G8, assim com outras potências.

Bush, que em abril propôs a diminuição das emissões de CO2 por parte dos EUA até 2025, afirma que apóia os esforços do G8 para assumir metas a curto e longo prazo, e que os países imponham planos nacionais para alcançá-la.

Mas, na quarta-feira, em declarações à imprensa, reiterou que "não é possível chegar a um acordo efetivo a menos que China e Índia façam parte disso. É algo tão simples como isso".

O presidente americano deve realizar reuniões bilaterais com os governantes desses dois países à margem da cúpula.

Durante a reunião, Bush quer enfatizar a "responsabilidade" dos países-membros do G8 de cumprirem os compromissos alcançados em reuniões anteriores em questões como a luta contra a aids.

O presidente também abordará a crise causada pelos altos preços dos alimentos e da energia.

No entanto, não quis encorajar expectativas de soluções radicais: "Demorou um tempo para nós alcançarmos a situação energética de hoje, e demorará também para saírmos dela", declarou, na quarta-feira.

O presidente americano e os líderes também dedicarão espaço para analisar assuntos da situação política internacional, como o programa nuclear iraniano ou a situação pós-eleitoral no Zimbábue.

Além disso, Bush pedirá ajuda ao G8 para o Iraque e para o Afeganistão, explicou.

Questões como o programa nuclear norte-coreano ocuparão mais espaço em suas reuniões bilaterais.

A cúpula será realizada depois de Pyongyang apresentar seu inventário das atividades e instalações nucleares, o que abre a porta para que sejam retomadas as conversas de seis lados para oferecer à Coréia do Norte incentivos econômicos e diplomáticos em troca de sua renúncia ao programa atômico.

Participam da conversa EUA, Rússia, China, Japão, Coréia do Norte e do Coréia do Sul.

Bush deve se reunir com o primeiro-ministro japonês, Yasuo Fukuda, e, no dia seguinte, se encontrará com o novo presidente russo, Dimitri Medvedev. Na quarta-feira, antes de sua partida, irá se reunir com o chinês Hu Jintao e com o presidente sul-coreano, Lee Myung Bak. EFE mv/fh/db

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