Washington, 21 jul (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, George W.

Bush, parabenizou hoje o Governo sérvio pela detenção de Radovan Karadzic, ex-líder dos sérvios da Bósnia e um dos supostos criminosos de guerra mais procurados pela justiça internacional.

"Felicitamos o Governo sérvio e agradecemos as pessoas que realizaram esta operação por seu profissionalismo e coragem", disse Bush em comunicado divulgado por sua porta-voz, Dana Perino.

Para os EUA, a captura de Karadzic, procurado pela Justiça há 12 anos, é uma "grande mostra" da determinação do Governo sérvio de cooperar com o Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia (TPII)", segundo a Casa Branca.

Washington considera também que o momento da detenção, que ocorreu dias depois da comemoração do massacre de cerca de oito mil homens muçulmanos de Srebrenica, "é particularmente apropriado, já que não há melhor tributo às vítimas de atrocidades de guerra que levar os responsáveis perante a Justiça".

As autoridades de Belgrado informaram que o ex-presidente da República servo-bósnia durante a guerra da Bósnia (1992-1995) foi detido em uma operação dos serviços de segurança sérvios.

O ex-líder político servo-bósnio, de 63 anos, é acusado pelo TPII de genocídio em Srebrenica e de graves crimes de guerra cometidos durante o ataque de Sarajevo.

A detenção ocorre poucos dias depois da substituição na direção dos serviços de informação sérvios.

Karadzic é acusado de genocídio em relação ao massacre de até oito mil homens muçulmanos de Srebrenica em julho de 1995, quando as tropas servo-bósnias conquistaram o enclave no leste da Bósnia então protegido pela ONU.

Ele também é acusado de assassinato de civis, abusos sexuais, maus-tratos à população civil, crimes de lesa-humanidade e violações dos costumes de guerra, incluindo o ataque a Sarajevo durante os três anos e meio de guerra, no qual morreram milhares de pessoas.

Também pesa contra o ex-líder acusações de crimes de guerra por utilizar 284 soldados das forças da ONU (Unprofor) como escudo humano quando o Exército servo-bósnio temia, em maio e junho de 1995, a intervenção da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) contra suas posições. EFE cae/db

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.