WASHINGTON - George W. Bush passou nesta segunda-feira uma grande parte de seu penúltimo dia como presidente dos Estados Unidos ao telefone com dirigentes aliados, como o italiano Silvio Berlusconi, rivais, como o russo Vladimir Putin, e também com outros, como o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

Bush, que entrega o cargo nesta terça-feira ao meio-dia (15h de Brasília), hora da posse de Barack Obama, "expressou sua gratidão pela generosa hospidalidade demonstrada por esses dirigentes durante todos esses anos, e disse como gostou de trabalhar com eles durante seus dois mandatos", declarou Gordon Johndroe, porta-voz da Casa Branca.

O presidente conversou por telefone no Salão Oval com grandes aliados na guerra no Iraque, como os primeiros-ministros italiano, Silvio Berlusconi, e dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen. Ele também falou com os primeiros-ministros britânico, Gordon Brown, e japonês, Taro Aso, com a chanceler alemã, Angela Markel, e com os presidentes brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva; francês, Nicolas Sarkozy; israelense, Shimon Peres; e sul-coreano, Lee Myung-Bak. Bush também ligou para o ex-presidente mexicano Vicente Fox.

Bush, que sempre insistiu na importância das relações pessoais entre dirigentes para administrar os problemas do mundo, qualificou de amigos várias destas personalidades.

Bush conversou com o presidente georgiano, Mikhail Saakashvili, grande aliado dos Estados Unidos, mas também com o presidente e o primeiro-ministro da Rússia, Dmitri Medvedev e Vladimir Putin.

O presidente americano teve relações complicadas com Putin durante mais de sete anos, quando o russo era o presidente do país, e a situação não melhorou quando Medvedev assumiu a presidência e Putin se tornou primeiro-ministro. Os dois dirigentes russos comandaram em agosto passado uma guerra contra a Geórgia pela província separatista da Ossétia do Sul.

A Rússia reconheceu em seguida a independência desta região e a da Abkházia, outra província separatista da Geórgia, para a insatisfação dos Estados Unidos.

Bush admitiu as divergências, mas destacou a cooperação entre Washington e Moscou na luta contra a proliferação, ou contra o desenvolvimento dos programas nucleares iraniano e norte-coreano.

Os interlocutores de Bush nesta segunda-feira agradeceram ao presidente americano "por seu trabalho e pelo espírito de cooperação e de amizade desenvolvido nos oito últimos anos", concluiu Johndroe.

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