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Bush irá ao Texas para verificar esforços de emergência por Gustav

Washington, 31 ago (EFE) - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, viajará amanhã ao Texas, onde visitará o centro de operações que coordena os trabalhos de emergência em resposta ao furacão Gustav, e prometeu ir à Louisiana quando as condições permitirem.

EFE |

Em rápidas declarações concedidas na sede da Agência Federal para a Gestão de Emergências (Fema, em inglês), Bush explicou que não irá amanhã à Louisiana, estado que deve ser atingido pelo furacão na segunda-feira, porque não quer que sua presença impeça que os planos de evacuação e de emergência avancem com normalidade.

"Não quero que minha visita impeça em qualquer sentido a resposta de nosso pessoal de emergência", afirmou. "Espero poder ir à Louisiana assim que as condições permitirem", acrescentou.

Por isso, Bush viajará, por enquanto, a Austin e a San Antonio (Texas) para se reunir com equipes de emergência e cidadãos evacuados, e para supervisionar os preparativos de resposta ao furacão.

O presidente foi hoje à Fema para receber informação atualizada e detalhada da evolução de "Gustav" e dos preparativos de emergência coordenados pela agência em colaboração com as autoridades de Texas, Mississipi, Alabama e Louisiana.

Esses quatro estados estão na trajetória de "Gustav", apesar de as previsões do Centro Nacional de Furacões (NHC, em inglês) indicarem que o ciclone tocará terra na segunda-feira em algum lugar da Louisiana, possivelmente de novo em Nova Orleans.

O presidente americano pediu aos residentes do litoral do Golfo para deixarem a região afetada pelo furacão "Gustav" e advertiu do "sério risco" de inundações.

No entanto, assegurou que as autoridades disseram que os diques de Nova Orleans "são mais fortes que nunca".

"A mensagem aos cidadãos do litoral do Golfo é que esta tempestade é perigosa", disse.

Por isso, pediu aos residentes que cumpram as ordens de evacuação das autoridades estaduais e locais.

"Não se coloquem em perigo e não façam com que as equipes de resgate tenham que se arriscar inutilmente", falou Bush, de Washington, aos cidadãos do litoral do Golfo.

O presidente conversou no sábado e hoje com os governadores dos estados afetados, e também ligou ao prefeito de Nova Orleans, Ray Nagin, que já sofreu o desastre do "Katrina" há três anos e que qualificou o furacão "Gustav" de a "tempestade do século".

Em suas ligações telefônicas, Bush queria se assegurar de que as autoridades estaduais e locais "tenham tudo do que precisam do Governo federal para preparar o que se antecipa que será uma situação difícil", explicou o presidente.

Segundo o secretário de Segurança Nacional, Michael Chertoff, e o diretor da Fema, David Paulison, o Governo mobilizou pessoal de resposta a emergências, médicos, ambulâncias, equipes de busca e resgate, aviões e matérias-primas em toda a região.

Também foram disponibilizados "milhões" de bandejas de comida e "milhões de litros" de água, assim como cobertores e camas dobráveis, explicou Bush.

"Estamos trabalhando com governadores para identificar instalações de refúgio para as pessoas que se encontram no trajeto do furacão", disse Bush.

Vários estados, entre eles Missouri, Texas e Novo México, se preparam para receber muitos evacuados, destacou.

"As pessoas estão abandonando essas áreas (de risco) e estamos trabalhando duro para garantir um lugar aonde ir", disse o presidente.

Bush pediu ainda aos cidadãos americanos para ajudarem seus vizinhos nessa situação e que contribuam com doações à Cruz Vermelha e outras organizações para ajudar as possíveis vítimas do furacão.

"Esta nação viu o forte e resistente espírito do povo do litoral do Golfo. Superaram grandes desafios no passado e também vão superar este", afirmou Bush em referência ao "Katrina".

Na ocasião, Bush foi duramente criticado por não ter reagido a tempo, já que só viajou à Louisiana cinco dias depois do impacto do devastador furacão.

Agora, o presidente se prepara para enfrentar um novo furacão "Katrina", um que os especialistas dizem que pode ser ainda mais demolidor, e está decidido a reagir a tempo esta vez, segundo mostra sua decisão de não ir à Convenção Nacional Republicana, que começa na segunda-feira em Minneapolis-Saint Paul (Minnesota). EFE cae/db

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