Bush inicia visita à Tailândia com atenções voltadas ao regime birmanês

Bangcoc, 6 ago (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, George W.

EFE |

Bush, chegou hoje à Tailândia, segunda etapa de sua viagem à Ásia e onde, além de expor a política de Washington na região, se reunirá com exilados birmaneses contrários à Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia).

Bush, que permanecerá menos de 24 horas em Bangcoc, de onde viajará na próxima sexta-feira a Pequim para assistir à inauguração dos Jogos Olímpicos, deve reafirmar o apoio dos Estados Unidos à luta da dissidência birmanesa com a finalidade de instaurar a democracia em seu país.

A reunião de Bush com os ativistas acontecerá na véspera dos 20 anos do levante popular reprimido a tiros pelos soldados birmaneses, e que deixou cerca de 3 mil mortos, a maioria deles estudantes das universidades de Yangun, a antiga capital de Mianmar.

Os Estados Unidos e a União Européia (UE) condenam com assiduidade a repressão exercida pela Junta Militar birmanesa e exigem a libertação dos cerca dos presos políticos, incluindo a de Aung San Suu Kyi, Nobel da Paz e líder da opositora Liga Nacional pela Democracia (LND).

"Buscamos o fim da tirania em Mianmar", diz o discurso que Bush pronunciará e que foi divulgado antes pela Casa Branca.

Antes de se reunir com os exilados e de partir rumo a Pequim, Bush pronunciará no centro de convenções de Bangcoc um discurso no qual exporá a política de sua Administração na Ásia, continente no qual os Estados Unidos perdeu influência diante da China.

Em seu discurso a diplomatas, altos funcionários e empresários tailandeses, Bush pedirá a Pequim que garanta os direitos de informação, reunião e religião a seus cidadãos.

O texto do discurso indica que o líder americano está "profundamente preocupado" com o estado dos direitos humanos na China e que se "opõe firmemente" às detenções de dissidentes.

Bush chegou a Bangcoc procedente da Coréia do Sul, onde advertiu ao regime norte-coreano que permita a verificação de seu potencial nuclear, se quiser ficar fora da lista de países terroristas e do chamado "eixo do mal".

A viagem de Bush à Tailândia, país que visitou pela última vez em novembro de 2003, por ocasião da cúpula de líderes do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), coincide com o 175º aniversário das relações com o reino asiático.

Tailândia ocupa a Presidência rotativa da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), grupo regional ao qual também pertence Mianmar, e freqüentemente criticado por seus tímidos esforços a fim de convencer a Junta Militar a realizar uma reforma democrática.

O ministro de Assuntos Exteriores tailandês, Tej Bunnag, disse à imprensa que, apesar da reunião de Bush com a dissidência birmanesa, a Tailândia manterá sua política de não ingerência nos assuntos internos de Mianmar. EFE tai/an

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