Bush fica longe das metas para equilibrar Orçamento do governo

Por Richard Cowan WASHINGTON (Reuters) - Os dias do presidente dos EUA, George W. Bush, na Casa Branca estão acabando sem o cumprimento de uma promessa importante do seu segundo mandato: colocar o governo federal na linha para equilibrar seu Orçamento.

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Descumprimento é pouco.

O Orçamento anual de 3 trilhões de dólares está bem longe do equilíbrio já almejado por Bush. Alguns economistas acreditam que o déficit poderá chegar a 1 trilhão de dólares este ano, mais que o dobro dos 455 bilhões de dólares registrados no ano passado.

Com a economia em recessão, duas guerras caras e a perspectiva de centenas de bilhões de dólares gastos para salvar indústrias e estimular a economia, ninguém pensa que será possível colocar em ordem o Orçamento até 2012. Essa era a data estabelecida por Bush para chegar a um equilíbrio entre os gastos e a receita do governo.

Mesmo os democratas, que controlam o Congresso e disseram que acabariam com os déficits até por volta de 2012, não fazem mais previsões.

"No mês que vem, apresentarei uma proposta de Orçamento de cinco anos que irá equilibrar o orçamento federal até 2012", disse Bush em janeiro de 2007.

A declaração parece ser tão precisa como o comentário feito em 2002 pelo ex-secretário de Defesa Donald Rumsfeld de que a guerra liderada pelos EUA no Iraque não duraria mais do que cinco meses. Em breve, o conflito deve completar seis anos.

Bush pode alegar que teve algum sucesso em reduzir os déficits criados por ele, de mais de 400 bilhões de dólares em 2004 para cerca de 160 bilhões de dólares em 2007, antes do início da recessão.

Economistas preocupam-se de que um grande déficit no orçamento do governo possa elevar os custos de empréstimos para os consumidores ou colocar a saúde econômica do país em mãos de governos estrangeiros, incluindo a China, que financia cada vez mais a dívida de Washington.

Mesmo com a redução dos déficits um ano atrás, a dívida acumulada do governo federal cresceu assustadoramente, de 3,4 trilhões de dólares quando Bush assumiu o poder em 2001 para os atuais 10,6 trilhões de dólares.

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