Bush festeja os 60 anos de Israel no primeiro discurso na Knesset

Israel e o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, comemoraram juntos nesta quinta-feira os 60 anos do Estado hebreu e sua aliança inalterável contra os extremistas e o Irã.

AFP |

"A aliança entre nossos governos é inalterável", declarou Bush, ao pronunciar seu primeiro discurso diante do Parlamento israelense (Knesset) em Jerusalém.

O dirigente americano estabeleceu um paralelo entre o nazismo e visão do mundo de organizações e personalidades antiisraelenses ou anti-semitas como o Hamas palestino, o Hezbollah libanês, a rede Al-Qaeda e o presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad, que "sonha em levar o Oriente Médio de volta à Idade Média e quer varrer Israel do mapa".

"A população de Israel talvez seja de apenas sete milhões, mas quando vocês enfrentam o terror e o mal, são 307 milhões, porque a América está com vocês", clamou Bush, muito aplaudido ao desejar, em hebraico, a Israel uma "jornada feliz da independência".

"Permitir ao Irã, que representa o primeiro apoio mundial do terrorismo, possuir a arma mais letal do mundo, constituiria uma traição imperdoável para as gerações futuras", acrescentou.

Enquanto isso, milhares de palestinos se manifestavam na Cisjordânia e na Faixa de Gaza para recordar a "nakba", a "catástrofe" que constituiu para eles a criação de Israel, em 1948.

Na Cisjordânia, onde muitos palestinos vestiam camisetas pretas com a inscrição: "1948, 60 anos de nakba", um minuto de silêncio foi observado ao meio-dia, e 21.915 balões pretos foram largados para simbolizar o número de dias que se passaram desde o nascimento do Estado hebreu.

"Sessenta anos se passaram desde a nakba do nosso povo, quando centenas de milhares de palestinos foram expulsos de suas casas e forçados ao êxodo", declarou o presidente palestino Mahmud Abbas em discurso transmitido ao vivo pela rádio.

Num momento em que Bush efetua sua segunda visita à região em quatro meses, as chances de se chegar a um acordo significativo antes do fim de 2008 parecem cada vez menores.

Na véspera, quando presidente americano falava em "esperança" e "otimismo", um foguete disparado desde a Faixa de Gaza caiu sobre um centro comercial de Ashkelon, no sul de Israel, ferindo 14 pessoas.

Vários ministros israelenses reagiram pregando a "destruição" do movimento radical islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza, com uma grande operação militar no território palestino.

Diante da Knesset, Bush se referiu em termos gerais e proféticos aos esforços de paz, imaginando como será a região no 120º aniversário de Israel. "Os palestinos terão a pátria com a qual sonham e que merecem há muito tempo, um Estado democrático governado pela lei e que respeitará os direitos humanos e rejeitará o terrorismo", declarou.

Ele lembrou os "séculos de sofrimento e sacrifícios" que se passaram antes que o "sonho" de um Estado israelense se realize, mas não mencionou o sofrimento dos palestinos.

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert se disse convencido de que israrelenses e palestinos chegarão a um acordo.

George W. Bush, que encerra sexta-feira sua visita de três dias ao Estado hebreu, segue depois para a Arábia Saudita e o Egito.

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