Bush fala por telefone com o coronel Kadhafi

O presidente George W. Bush telefonou nesta segunda-feira para o número um líbio, Muammar Kadhafi, para expressar sua satisfação de ver encerrado um capítulo doloroso da história entre os dois países, incluindo, principalmente, o atentado de Lockerbie (Escócia) em 1988, informou a Casa Branca.

AFP |

"O presidente ligou para o coronel Kadhafi para demonstrar seu contentamento de ver aplicado plenamente em 31 de outubro passado o acordo sobre queixas", indicou um porta-voz da Casa Branca, Gordon Johndroe.

Além disso, o filho do coronel Kadhafi, Seif al-Islam, será recebido amanhã, terça-feira, no departamento de Estado pela chefe da diplomacia americana, Condoleezza Rice, informou um funcionário do ministério americano das Relações Exteriores.

Seif al-Islam, que não tem nenhuma função oficial no seio do governo líbio, dirige a Fundação Khadafi, que desempenha um papel importante na solução do contencioso entre Washington e Trípoli sobre a indenização de vítimas do terrorismo nos anos 80.

Trípoli concordou em pagar no final de outubro a quantia prevista, ou seja 1,5 bilhão de dólares, para indenizar as vítimas americanas do atentado de Lockerbie, que fez 270 mortos em 1988, assim como as do ataque à discoteca de Berlim "La Belle", em 1986, freqüentada por soldados americanos. Três pessoas morreram na ocasião e 260 ficaram feridas.

O acordo entre os dois países compreendia também o repasse de 300 milhões de dólares para as vítimas líbias de um bombardeio americano de 16 de abril de 1986; 41 pessoas morreram, entre elas uma filha adotiva do coronel Kadhafi.

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