Washington, 20 out (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, George W.

Bush, está "aberto" à possibilidade de uma segunda iniciativa de estímulo para a economia, similar à que, há alguns meses, incluiu devoluções de impostos no valor de US$ 168 bilhões.

Assim afirmou hoje a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, em declarações à imprensa a bordo do avião Air Force One, que levava Bush a uma reunião sobre economia na Louisiana.

Segundo Perino, o apoio de Bush à nova iniciativa estudada pelo Congresso dependerá de detalhes.

"Seguimos abertos à idéia e precisamos ver, quando o Congresso voltar (após as eleições de 4 de novembro), se decidem seguir adiante e que tipo de medidas tomaram (...) e se essas propostas realmente estimulariam a economia", explicou a porta-voz.

Antes de decidir, ele assegurou que o presidente dos EUA levará em conta a opinião de seus assessores, entre eles o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke.

Bernanke afirmou hoje, em um comparecimento perante o Congresso, que pode ser necessário um novo desembolso por parte do Estado para reativar a economia, afetada pela grave crise financeira.

"Dado que é previsível que a economia siga debilitada durante vários trimestres, e considerando o risco de um arrefecimento longo, parece adequado que o Congresso lance uma nova iniciativa fiscal", declarou o presidente do Fed.

A iniciativa inicial de estímulo entregou cheques de um até US$ 600 por pessoa aos contribuintes para incentivar o consumo, o que contribuiu para melhorar a economia na primavera americana.

No entanto, perante a crise financeira e a queda dos preços do imóvel, os consumidores optaram pela cautela na despesa e, por sua vez, as empresas cortaram gastos perante as previsões de queda no consumo. EFE mv/rr

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