Bush enviará ao Congresso projeto de lei para votação do TLC com a Colômbia

Washington, 7 abr (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, George W.

EFE |

Bush, enviará amanhã ao Congresso o projeto de lei para votar o Tratado de Livre-Comércio (TLC) com a Colômbia, em claro desafio aos democratas que se opõem ao pacto.

"Esse tratado permitirá aos EUA melhorar a segurança em uma região crítica para nós", disse Bush da Casa Branca, onde informou que prevê cumprir hoje com todos os trâmites para enviar a legislação ao Congresso amanhã.

Com o envio do projeto de lei, começa a contagem regressiva para que ambas as câmaras do Legislativo submetam à votação, em um prazo de 90 dias, o convênio comercial assinado pelos EUA e Colômbia em 2006.

Em seu discurso, Bush destacou a importância de que o texto seja aprovado antes que o Congresso inicie o recesso de férias, porque caso contrário não daria tempo de levar adiante a iniciativa antes das eleições de novembro.

Em uma tentativa de suavizar a oposição democrata, o presidente afirmou que o TLC com a Colômbia contém as estipulações ambientais e trabalhistas mais estritas em comparação com todos os outros tratados comerciais com os EUA.

O chefe da Casa Branca indicou que o tratado com a Colômbia é similar ao que se aprovou com o Peru, com a diferença de que a economia colombiana é maior e seu papel estratégico, maior.

Afirmou, além disso, que a "aprovação da legislação é a melhor forma de demonstrar apoio" para seus aliados.

"A não ratificação deste tratado enviaria a outros países a mensagem que nossos amigos não podem contar com a ajuda dos EUA", apontou Bush.

Neste sentido, o secretário do Tesouro, Henry Paulson, fez hoje em Miami uma vigorosa defesa da aprovação "sem maior atraso" do TLC, porque reforçará a democracia na América Latina "ao apoiar um aliado-chave, um aliado que alcançou avanços significativos na luta contra a violência e a instabilidade".

Acrescentou que o líder colombiano, Álvaro Uribe, transformou com sucesso seu país "em um dos mais estáveis e uma das democracias mais sólidas da região".

Os secretários de Estado, Condoleezza Rice, e de Defesa, Robert Gates, publicaram hoje artigos de opinião nos jornais "The Wall Street Journal" e "Miami Herald", nos quais pedem a ratificação do TLC pelos benefícios que representa para as economias de ambos os países.

Ambos defendem as conquistas do Governo de Uribe no combate ao narcotráfico e aos grupos armados ilegais.

A chefe da diplomacia americana disse que a transformação da Colômbia rumo a uma "democracia estável e próspera é uma das grandes vitórias do mundo em favor dos direitos humanos".

Gates sustentou que a ratificação do pacto comercial é necessária para afiançar essas conquistas, "que requerem uma crescente estabilidade e segurança econômica".

Rice, assim como os secretários de Comércio e Tesouro, também advertiram na semana passada à presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, que o Governo de Washington não tinha outra alternativa a não ser forçar a votação, apesar do TLC não contar com os votos mínimos necessários para sua ratificação.

A oposição democrata, pressionada pelos sindicatos do país, disse que votará contra o TLC por considerar que o Governo colombiano não fez o suficiente por melhorar as condições de direitos humanos e trabalhistas nesse país.

O partido opositor argumenta que continua a impunidade e a violência dirigida contra os líderes sindicalistas.

Também tentam condicionar o apoio ao tratado à extensão da Lei de Ajuste Comercial (TAA), um programa federal que beneficia os trabalhadores americanos que se viram prejudicados pela concorrência estrangeira. EFE mp-jab/fb

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG