Washington, 27 out (EFE).- O presidente de EUA, George W.

Bush, elogiou hoje a postura contra a corrupção de seu colega paraguaio, Fernando Lugo, com quem se reuniu por uma hora no Salão Oval da Casa Branca.

Em breves declarações à imprensa após a reunião, que durou 20 minutos além do esperado, Bush afirmou que "não há nada mais desesperador do que ver como um Governo trata de ficar com o dinheiro do povo" mediante corrupção e louvou a "firme posição" de Lugo contra essa praga.

O presidente americano, que em dado momento falou em espanhol para descrever seu interlocutor como uma pessoa de "coração grande", afirmou que Lugo "está muito comprometido com o povo de seu país".

Também prometeu a ajuda americana para pôr em prática no Paraguai uma "agenda de justiça social" que busque impulsionar a educação, a saúde e a criação de postos de trabalho.

Por sua parte, Lugo assegurou que durante sua reunião, na qual também estiveram presentes a secretária de Estado, Condoleezza Rice, e o conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Stephen Hadley, pôde destacar sua "alegria e compromisso com o reforço das relações históricas com os Estados Unidos".

Ele também defendeu a importância do encontro apesar de o mandato de Bush já estar a menos de três meses do fim.

"Acreditamos na institucionalidade da democracia e que nós, como pessoas, passamos. Escrevemos que nossa história pessoal não é tão importante quanto a história de nossos povos respectivos", declarou o presidente paraguaio.

Lugo condenou com duras palavras a corrupção e assegurou que buscou o poder para "devolver a dignidade ao Paraguai como nação", e que seu país não seja conhecido "por sua corrupção, mas por sua honestidade, sua transparência e a dignidade de suas personalidades no Governo".

"Estou convencido de que conseguiremos", sustentou Lugo, que insistiu em que entrou em política "para mudar a História", não para beneficiar-se "dessa indústria sem fumaça" que é a corrupção.

Lugo, que amanhã discursará na Organização dos Estados Americanos (OEA), assumiu o poder no dia 15 de agosto após vencer as eleições gerais de abril.

O ex-bispo suspenso "a divinis" pelo Vaticano, após renunciar a seu estado clerical para se dedicar à política determinou o fim de 61 anos de hegemonia do Partido Colorado à frente de uma coalizão opositora de amplo espectro ideológico. EFE mv/jp

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