Bush é recebido com protestos e boas-vindas em sua visita à Coréia do Sul

Fernando A. Busca Seul, 5 ago (EFE).

EFE |

- O presidente dos Estados Unidos, George W.

Bush, chegou nesta terça - em meio a um forte esquema de segurança - à capital sul-coreana, diante de manifestações a favor e contra seu governo.

Algumas pessoas protestavam contra Bush e contra as importações da Coréia do Sul da carne bovina dos EUA por temerem o mal da vaca louca, enquanto outras se concentravam para agradecer o tradicional apoio americano ao país.

Durante sua visita, que durará pouco mais de 20 horas, Bush falará mais uma vez sobre a necessidade de verificar a informação apresentada pela Coréia do Norte quanto ao seu potencial nuclear e preparará a colaboração entre seu governo e Seul.

Nesta quarta-feira, o chefe de Estado se reunirá com o presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, com quem tratará da abertura do país às importações de gado dos EUA, assunto que provocou uma grande agitação entre a opinião pública.

O centro de Seul foi o palco do último protesto de uma série de manifestações que começaram em maio contra a importação de carne bovina e contra Bush.

Ao mesmo tempo, e a menos de um quilômetro de distância, milhares de militares veteranos, membros de igrejas cristãs e pessoas de tendência conservadora deram as boas-vindas a Bush na Prefeitura de Seul, que foi decorada com várias bandeiras dos EUA.

As duas manifestações transcorreram pacificamente, em meio a 23 mil policiais, mas em alguns momentos houve tensão. Alguns partidários de Bush e de Lee se aproximaram dos que protestavam contra os EUA e trocaram insultos e empurrões.

O general reformado Pyo Myung-Ryup, que participou do protesto contra as importações de carne bovina dos EUA, disse à Agência Efe que Bush fracassou com a política para a Coréia do Norte, aplicada durante a maior parte de seu mandato.

Segundo Pyo, seu envolvimento posterior nas negociações com Pyongyang foi uma correção adequada.

Esta é a terceira e última visita à Coréia do Sul de Bush, que será dominada pela situação da Coréia do Norte.

Até agora, o diálogo de seis lados entre Coréia do Norte, Coréia do Sul, Rússia, China, Japão e EUA, bem como o empenho de Bush, conseguiram fazer com que Pyongyang derrubasse a torre de refrigeração da central de Yongbyon e entregasse um relatório detalhado sobre grande parte de seus programas.

Em entrevista concedida à emissora sul-coreana "KBS" antes de iniciar sua viagem à Ásia - irá também à Tailândia e à China - Bush ameaçou Pyongyang afirmando que poderia interromper o processo de retirada da Coréia do Norte da lista de países terroristas.

Caso deseje que seu nome saia da lista, o regime da Coréia do Norte deverá adotar antes de 11 de agosto um protocolo para verificar se a informação que entregou até agora é certa.

As conversas entre Bush e Lee também tratarão sobre a redistribuição das despesas, da presença militar americana na Coréia do Sul e sobre um maior envolvimento de Seul nas guerras do Iraque e do Afeganistão.

Lee tentará fazer Bush defendê-lo no que diz respeito ao recente conflito diplomático entre Seul e Tóquio pelo controle de duas pequenas ilhas administradas pela Coréia do Sul.

Por ordem de Bush, uma agência oficial americana voltou a reconhecer como sul-coreanas as ilhas - conhecidas como Dokdo em coreano e Takeshima, em japonês - após ter mudado, há uma semana e meia, a classificação das mesmas para "soberania não definida".

Apesar deste ato, os participantes das manifestações contra Bush, alguns dos quais com camisetas que reivindicavam a soberania sul-coreana das ilhas, gritaram frases contra o líder americano. EFE fab/fh/fal

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