Bush e Medvedev expressam solidariedade à China por terremoto

Redação Central, 12 mai (EFE) - Os presidentes americano, George W. Bush, e russo, Dmitri Medvedev, foram alguns dos líderes que expressaram condolências ao Governo chinês pelas mortes decorrentes do terremoto desta segunda-feira.

EFE |

Pelo menos 8.553 pessoas morreram no tremor de 7,8 graus na escala aberta de Richter que atingiu boa parte da China hoje, o pior em 30 anos no país.

Além das vítimas fatais, mais de dez mil pessoas ficaram feridas, segundo os números provisórios do escritório governamental para a coordenação dos trabalhos de resgate que foi constituído em Sichuan.

O presidente russo expressou suas condolências ao chefe de Estado chinês, Hu Jintao, por causa da tragédia e ofereceu a assistência de seu país para superar as conseqüências do desastre.

"Receba nossas profundas e sinceras condolências por causa do forte terremoto registrado na província de Sichuan", disse Medvedev.

O novo presidente russo pediu a Hu que transmita suas condolências aos familiares das vítimas, e expressou a disposição da Rússia de prestar assistência técnica e humanitária à China para enfrentar as conseqüências do terremoto.

Já o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, expressou sua solidariedade para com as vítimas do terremoto e assegurou que seu país está disposto a ajudar de qualquer forma possível.

Em um breve comunicado distribuído pela Casa Branca, Bush se disse "particularmente entristecido pelo número de estudantes e crianças afetados por esta tragédia".

"Os pensamentos e as orações do povo americano estão com o povo chinês, em particular com aqueles diretamente afetados", acrescentou o presidente.

Os Estados Unidos, ressaltou, "estão dispostos a ajudar de qualquer forma possível".

Também hoje, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou estar "profundamente afligido" com as perdas de vidas humanas e a destruição causadas pelo terremoto.

A porta-voz da ONU, Michèle Montas, disse hoje que Ban expressa suas condolências aos familiares dos mortos e dos feridos no desastre natural.

"A ONU está pronta para apoiar o Governo da China em seu trabalho de resposta às necessidades humanitárias provocadas pelo desastre", assegurou Montas.

Além dos três líderes, o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI) se pronunciou sobre a tragédia, já que o tremor poderia ter afetado algumas instalações dos Jogos Olímpicos de Pequim.

O belga enviou uma carta ao presidente da China e expressou suas condolências pelo abalo que sacudiu o sudoeste do país.

Rogge se mostrou preocupado com a situação da China. O presidente do COI estendeu o apoio da entidade e do Movimento Olímpico à população chinesa.

"Nós expressamos nossas profundas condolências pelas vítimas. O Movimento Olímpico está do seu lado, especialmente nestes momentos difíceis", disse a nota.

"É um grande desastre e ainda não tomamos conhecimento da dimensão real da tragédia. Sinto muito por aqueles que foram afetados e me solidarizo com o povo chinês", disse Rogge, em declaração publicada no site do COI.

O belga também enviou mensagens de solidariedade a Liu Qi, presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Pequim (Bocog).

Já a Comissão Européia (CE, órgão executivo da União Européia) indicou que o terremoto "parece ter causado grandes danos em uma área considerável", e afirmou que está disposta a enviar ajuda se for necessário.

O comissário de Ajuda Humanitária e Desenvolvimento da União Européia (UE), Louis Michel, disse em comunicado que a entidade está acompanhando atentamente a situação para avaliar possíveis necessidades de ajuda.

"As notícias iniciais de Sichuan são preocupantes. A informação é muito imprecisa, mas parece provável que o terremoto tenha causado dano substancial em uma área considerável, e já há informações de mortes", disse Michel.

"Estamos dispostos a dar assistência se for necessário", acrescentou o comissário.

Enquanto isso, o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, pediu "calma, confiança e eficácia" aos responsáveis dos trabalhos de resgate e atendimento às vítimas, em sua chegada à província de Sichuan.

"Compatriotas chineses, em um desastre desta gravidade precisamos de calma, confiança, coragem e uma organização eficiente", disse Wen, no avião no qual se dirigia à zona atingida, onde aterrissou no começo da tarde.

Ele acrescentou que os responsáveis por estas tarefas "deverão destinar todos seus esforços para ajudar as pessoas e superar o medo e o cansaço".

Wen destacou que pediu aos membros do Partido Comunista da China (PCCh), a todos os níveis, que concentrem seu trabalho no atendimento às vítimas do terremoto, um dos piores sofridos pelo país asiático em 30 anos.

O primeiro-ministro disse que a China "poderá superar o desastre com o trabalho conjunto do povo, do Exército, e sob a liderança do Comitê Central do Partido e do Governo". EFE db/rd

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