Bush e Maliki dizem que avança negociação sobre presença dos EUA no Iraque

Washington, 19 jun (EFE).- As negociações sobre a presença militar dos Estados Unidos no Iraque, a partir do próximo ano, avançam de modo positivo, afirmou hoje a Casa Branca após uma conversa entre o presidente americano, George W.

EFE |

Bush, e o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki.

O porta-voz do Conselho Nacional de Segurança dos EUA, Gordon Johndroe, disse em comunicado que os dois governantes "abordaram as negociações atuais para desenvolver relações bilaterais normalizadas e se mostraram de acordo com que as conversas avancem e ambas as partes ofereçam idéias construtivas".

Na semana passada, enquanto o presidente americano realizava uma viagem pela Europa, o primeiro-ministro iraquiano afirmou que as conversas se encontravam estagnadas.

Os dois países buscam chegar a um acordo que regularize, a partir do ano que vem, a presença militar dos EUA no Iraque, que atualmente chega a cerca de 150 mil soldados.

O mandato das Nações Unidas que ampara esse desdobramento militar expira no final deste ano.

Bush e Maliki falaram hoje por videoconferência e o chefe da Casa Branca "confirmou o compromisso dos EUA para forjar um acordo que respeite completamente a soberania iraquiana", disse Johndroe.

Já o primeiro-ministro iraquiano manifestou sua disposição em concluir um acordo que respeite os interesses mútuos em áreas como a cooperação econômica, diplomática e de segurança, acrescentou o porta-voz.

As declarações de Johndroe foram feitas depois que o ministro de Assuntos Exteriores iraquiano, Hoshyar Zebari, declarou na quarta-feira, depois de se reunir com sua colega dos EUA, Condoleezza Rice, que há melhores perspectivas de um novo acordo de segurança pela flexibilidade de Washington.

A data limite para assinar este pacto, que inclui acordos legais e militares, é 31 de julho, mas as divergências nos termos estão fazendo com que a fase prévia seja ampliada.

Dentre os pontos que não foram esclarecidos estão o número de bases que os EUA poderiam manter no Iraque e se os militares americanos conservariam a permissão de prender civis e mantê-los em seus centros de detenção. EFE mv/bm/db

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