Bush e Karzai avaliam avanços no Afeganistão e destacam problema da segurança

Macarena Vidal. Washington, 26 set (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, George W.

EFE |

Bush, e seu colega do Afeganistão, Hamid Karzai, destacaram hoje, em reunião na Casa Branca, os progressos alcançados pelo país asiático, apesar dos problemas de segurança.

Após sua participação na Assembléia Geral da ONU, Bush, que participa de uma série de reuniões com líderes internacionais, expressou seu apoio a Karzai e afirmou que os EUA "permanecerão a seu lado e farão o trabalho necessário".

"Nosso objetivo é que vocês se transformem em uma democracia florescente e neguem à Al Qaeda e a outros grupos extremistas um refúgio ou uma base da qual possam lançar ataques", declarou o presidente americano.

Por sua vez, Karzai disse que, passados sete anos desde a invasão do país, "ocorreram eventos que às vezes deram a impressão de que as coisas não avançavam". Porém, frisou, o "Afeganistão obteve progressos que não teríamos conseguido alcançar em 50 ou 60 anos".

"Certamente, temos desafios, e os desafios continuarão surgindo à medida que avançarmos. O sucesso já está aí e vamos concluir o planejado", afirmou o presidente afegão.

As declarações dos dois chefes de Estado foram dadas no começo da reunião e após uma videoconferência com membros das equipes de reconstrução em serviço no Afeganistão, compostas por especialistas civis e militares que tentam ajudar as comunidades locais a reconstruir sua infra-estrutura e melhorar sua economia e gestão.

Nenhum dos dois presidentes, no entanto, fez referências à reorganização do movimento talibã, sobretudo nas áreas de maioria pashtun, no sul do afegão.

Há duas semanas, Bush anunciou o envio de mais tropas americanas ao país asiático para fazer frente aos talibãs e à Al Qaeda, que, segundo os EUA, encontraram abrigo nas áreas tribais do nordeste do Paquistão.

Ontem, tropas americanas e do Paquistão trocaram tiros de ambos os lados da fronteira com o Afeganistão.

O presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, disse hoje à secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, que as tropas dos EUA não devem entrar em seu território.

Dois helicópteros de reconhecimento americanos patrulhavam a província afegã de Jost quando foram atingidos por tiros de armas leves disparados de um posto fronteiriço paquistanês.

Segundo a versão dos EUA, os aparelhos escoltavam tropas americanas e guardas afegãos, e em nenhum momento cruzaram a fronteira.

Por sua vez, o Paquistão afirmou que os dois helicópteros entraram em seu território e que seus soldados deram tiros de advertência, respondidos por disparos das aeronaves.

Nesta sexta, também estava prevista uma reunião de Bush com um de seus grandes aliados, o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown.

A presença de vários líderes internacionais nos EUA para a Assembléia Geral da ONU levou Bush a se reunir com uma série de autoridades nos últimos dias.

Na quinta, o chefe de Estado em fim de mandato se reuniu no salão oval da Casa Branca com o presidente do Líbano, Michel Suleiman, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, e o primeiro-ministro da Índia, Mahmoud Singh.

Na segunda-feira, Bush deve receber o presidente lituano, Valdas Adamkus, e o chefe de Estado ucraniano, Viktor Yushchenko. EFE mv/sc

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