Bush é hostil a projetos de lei sobre clima em pauta no Congresso

O governo do presidente americano, George W. Bush, é hostil aos projetos de lei sobre a redução dos gases causadores do efeito estufa, atualmente discutidos no Congresso, e pretende apresentar contrapropostas, informou a porta-voz da Casa Branca, nesta segunda-feira.

AFP |

"Nós estamos em discussão com o Congresso para fazê-lo parte de nossas posições e não hesitamos em dizer que não apoiamos os projetos de lei atualmente debatidos", incluindo o do senador republicano John Warner e o do independente Joe Lieberman, declarou Dana Perino à imprensa.

"Nós achamos que isso seria nefasto para a economia e que, no final das contas, isso não resolveria o problema", acrescentou Dana, ressaltando que a administração está "pronta para um debate no Congresso".

O senador Harry Reid, líder da maioria democrata do Senado, programou a primeira semana de junho para debates sobre as diferentes propostas de lei, que têm como objetivo combater o aquecimento global, completou a porta-voz.

"Nós refletimos de modo a responder aos projetos de lei atualmente no Congresso", afirmou Dana.

Sem rejeitar a idéia de um mercado de direitos de poluir, como o que funciona na Europa para reduzir as emissões responsáveis pelo aquecimento climático no protocolo de Kyoto, Dana Perino rejeitou as propostas, nesse sentido, no Congresso, dominado pelos democratas.

"Não somos, necessariamente, contra o teto para as emissões e os mercados de emissões, mas os programas de teto e de mercado que vemos no Congresso não são alguma coisa que possamos apoiar", insistiu a porta-voz.

Pressionada a responder se a Casa Branca irá apresentar suas propostas logo, ela se limitou a dizer que "pode ter alguma coisa".

Dana Perino desmentiu, parcialmente, a matéria do jornal conservador "Washington Times", segundo a qual o presidente Bush anunciaria, talvez ainda esta semana, os princípios do que, para ele, deveriam ser os conteúdos da legislação votada pelo Congresso para combater o aquecimento global.

O projeto de lei democrata do Senado prevê uma redução obrigatória de 19% das emissões dos gases provocadores do efeito estufa, abaixo do nível de 2005, até 2020, e de 70%, até 2050.

Essas reduções visam, sobretudo, aos setores industriais, de produção elétrica e de transportes.

Segundo estimativas da Agência federal de Proteção do Meio Ambiente (EPA, sigla em inglês), uma lei como essa custaria, em 2030, de 238 a 983 bilhões de dólares para a economia americana, ou seja, de 1% a 4% do Produto Interno Bruto (PIB).

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