Bush e Brown se comprometem a recuperar bom desempenho econômico

Macarena Vidal Washington, 17 abr (EFE) - O compromisso de recuperar o bom desempenho da economia mundial foi o eixo da reunião desta quinta-feira entre o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, na Casa Branca.

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Esta foi a segunda reunião entre ambos nos EUA desde que Brown chegou ao poder, no ano passado.

Os dois governantes expressaram seu completo acordo em questões como o Iraque, o Afeganistão, e a necessidade de tomar medidas contra o programa nuclear iraniano.

Embora não consigam manter a relação próxima que unia Bush ao antecessor de Brown, Tony Blair, ambos insistiram na harmonia dos laços bilaterais e em seus pontos de vista semelhantes.

Em entrevista coletiva conjunta no jardim da Casa Branca, eles criticaram o programa nuclear iraniano e o presidente americano afirmou que "é ingênuo" pensar que Teerã não usará o conhecimento necessário para essa atividade na produção de armamentos.

Bush, que qualificou de "pouco confiável" o Governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad, afirma que o programa nuclear iraniano tem como fim a fabricação de armamento, enquanto Teerã assegura que seu objetivo é a produção de eletricidade.

"Se é assim, por que têm um programa secreto?", questionou-se o dirigente dos EUA.

Já o primeiro-ministro do Reino Unido assegurou que pressionará seus parceiros para que a União Européia (UE) amplie suas sanções contra o regime iraniano caso o Irã não renuncie a suas atividades atômicas.

"Não me desculpo por dizer que estenderemos as sanções aonde for possível no que diz respeito ao Irã", afirmou Brown, acrescentando que a República Islâmica "violou um tratado de não-proliferação, não contou à comunidade internacional quais são seus planos".

Ambos dedicaram bom espaço à economia mundial em sua reunião, que durou mais de uma hora e continuará esta noite com um jantar social junto a suas esposas.

Bush e Brown expressaram seu compromisso de conseguir que as economias de seus respectivos países "retomem o caminho do crescimento".

"Como preparativo à cúpula do Grupo dos Oito (G8, sete nações mais ricas do mundo e a Rússia) no Japão, onde se reunirão as principais economias, faremos o que estiver em nosso alcance para garantir a estabilidade e o crescimento econômico", declarou o primeiro-ministro britânico.

Brown também pediu que os países iniciem reformas que permitam uma maior transparência no mercado de créditos e nas práticas bancárias para devolver a confiança aos mercados financeiros após a crise sofrida nos EUA por problemas no setor de hipotecas de alto risco.

A situação no Iraque também tomou boa parte da reunião, segundo Brown.

O Reino Unido suspendeu seus planos para reduzir o número de suas tropas no país árabe de 4 mil para 2.500 em virtude da violência em Basra.

Neste sentido, o premiê afirmou acreditar que seu programa de vigilância em Basra e no sul do Iraque "está alcançando grandes progressos".

Um pedido para que as autoridades no Zimbábue divulguem o resultado das eleições presidenciais realizadas há três semanas, comentários sobre a situação em Darfur, assim como as questões ambientais também figuraram na agenda do encontro entre Brown e Bush.

O premiê britânico se reuniu hoje na embaixada do Reino Unido com os três aspirantes à Presidência americana - os democratas Barack Obama e Hillary Clinton e o republicano John McCain -, antes de se dirigir à Casa Branca.

"Após falar com cada um deles sobre os assuntos que preocupam a eles e ao mundo, saio convencido de que as relações entre EUA e Reino Unido continuarão sendo firmes e sólidas, e poderão fazer frente aos desafios do futuro", declarou Brown.

Brown se encontra nos EUA desde terça-feira para uma visita de três dias. Sua visita passou praticamente despercebida pela opinião pública local.

Embora o primeiro-ministro britânico tenha visitado Nova York e a sede da ONU na quarta-feira, a imprensa resolveu centrar sua atenção na visita do papa Bento XVI, que chegou na terça-feira aos EUA para uma viagem de seis dias. EFE mv/mac/db

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