Bush diz que terrorismo continua sendo maior ameaça aos EUA

Washington, 17 jan (EFE).- O ainda presidente dos Estados Unidos, George W.

EFE |

Bush, advertiu hoje, em seu último discurso transmitido por rádio, que o maior risco para o país continua sendo a possibilidade de outro atentado terrorista.

Em seu tradicional discurso dos sábados, Bush, que deixará em três dias o cargo após oito anos no poder, assegurou que os EAU "estão agora mais seguros" que há sete anos, quando ocorreram os trágicos atentados de 11 de Setembro.

"Apesar disso, a ameaça mais séria (...) continua sendo outro atentado terrorista, já que os inimigos são pacientes e estão decididos a atacar de novo", destacou.

Na opinião de Bush, "os EUA não fizeram nada para buscar ou merecer este conflito", que acabou em sua enfática luta contra o terror, batalha que o presidente em fim de mandato, como nenhum outro antes, foi porta-bandeira.

"Temos de resistir e manter nossa determinação. E jamais podemos baixar a guarda", insistiu Bush, em uma clara mensagem ao próximo presidente, Barack Obama.

Entre suas recomendações ao próximo Governo dos EUA também está o conselho de "rejeitar o isolacionismo e o protecionismo, o que serviria apenas para gerar perigo".

Esta mensagem pode ser aplicada tanto na luta contra o terrorismo como em seu temor de que o protecionismo atrapalhe o livre mercado, em um entorno de profunda crise econômica.

"No século XXI, a segurança e a prosperidade em casa dependem da expansão da liberdade no exterior. Se os Estados Unidos não liderarem esta causa, não terão nenhuma liderança no mundo", afirmou.

Em um claro pedido para que Obama compartilhe sua visão sobre o bem e o mal, o presidente em fim de mandato afirmou que os Estados Unidos devem manter sua força moral na luta contra o terror e a tirania.

"O bem e o mal existem no mundo, e entre os dois não pode haver nenhum compromisso. Matar inocentes para divulgar uma ideologia é sempre errado, em qualquer parte do mundo", disse.

"Libertar os povos da opressão e do desespero sempre foi e será o correto", acrescentou.

"Esta nação deve continuar defendendo a Justiça e a verdade.

Sempre devemos estar dispostos a agir em sua defesa e avançar na causa da paz", ressaltou.

Bush afirmou que ter sido presidente dos americanos "foi uma honra incrível", e agradeceu aos cidadãos por suas "palavras amáveis e orações generosas", e aos soldados por sua "coragem e devoção" pelo país.

Em seu discurso pelo rádio, praticamente idêntico ao pronunciado na quinta-feira pela TV, Bush também reconheceu seus erros, ao assinalar que há "coisas que faria de maneira diferente se pudesse".

No entanto, explicou que "sempre" agiu levando em conta o que mais convinha aos EUA e de acordo com sua consciência.

"É possível que vocês não estejam de acordo com algumas decisões difíceis que tomei. Mas espero que entendam que sempre estive disposto a tomar decisões difíceis", apontou.

Bush lembrou como, há oito anos, em uma fria manhã de janeiro, parou nos degraus do Capitólio, pôs sua mão sobre a bíblia e jurou defender os americanos e a Constituição dos EUA.

"Naquele dia, falei da grande história de coragem de nossa nação e de seu simples sonho de dignidade. Na próxima semana meu mandato chegará a seu fim, mas essa história e esse sonho continuarão", assegurou. EFE cae/mh

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