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Bush diz que sua retórica o fez parecer um homem belicoso

Londres - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, reconhece que a retórica empregada durante seu primeiro mandato o fez aparecer perante o mundo como um homem belicoso.

EFE |

Em entrevista publicada hoje pelo diário "The Times", Bush, que protagoniza atualmente uma viagem de despedida de seus aliados europeus, admite que algumas atitudes e frases que utilizou fizeram muitos acreditar que "não era um homem de paz".

O político republicano diz ter sido "muito doloroso" pôr jovens norte-americanos em perigo, enviando-os ao front de guerra, e afirmou que vem tentando se reunir com todas as famílias que pode, pois se sente obrigado a "consolá-las na medida de suas possibilidades, e assegurar que essas vidas não foram perdidas em vão".

Em relação ao Iraque, Bush explica que não foi suficientemente reforçado que o país tentou explorar uma via diplomática para resolver o conflito, motivo pelo qual, afirma, "recorreu ao Conselho de Segurança das Nações Unidas".

Bush assinala na entrevista que, no tempo que lhe resta à frente da Presidência americana, tentará chegar a acordos sobre diferentes assuntos, como o estabelecimento de um Estado palestino, para "deixar ao próximo presidente certas estruturas que facilitem sua tarefa".

Sobre seu sucessor, qualquer que seja, Bush afirma que, quando chegar à Casa Branca e ver como as coisas funcionam com o Irã, terminará seguindo a atual política americana para o país.

Em relação à sugestão expressada recentemente por um ministro israelense, que afirmou que um ataque militar contra o Irã seria "inevitável", Bush afirma que "é preciso seguir trabalhando em conjunto, sem distração".

"Os comentários do ministro devem ser interpretados no sentido de que é preciso seguir pressionando o Irã", afirmou.

Bush assinala que o objetivo nos últimos meses de sua Presidência é deixar a seu sucessor uma estrutura de diplomacia internacional que permita resolver o conflito com o Irã.

Ao referir-se às promessas do candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, de que renegociará ou bloqueará certos acordos internacionais de comércio, Bush adverte que existe preocupação no mundo "pelo protecionismo e nacionalismo econômico".

"Os governantes reconhecem que é o momento de avançar nesse tema antes que (o protecionismo) termine ancorado nos sistemas políticos de nossos países respectivos", afirma o presidente.

Sobre sua recusa a ratificar o Protocolo de Kioto, Bush assinala que há atualmente um reconhecimento de que os países ricos "têm que superar a economia baseada nos hidrocarbonetos", mas insiste que, sem a China e a Índia, não é viável fixar alvos vinculativos de redução de emissões de CO2.

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