Bucareste, 2 abr (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, George W.

Bush, afirmará ao chefe de Estado russo, Vladimir Putin, que "Rússia não é um inimigo" na reunião que os dois manterão em Sochi no próximo domingo.

Em entrevista coletiva hoje em Konstanz, no leste da Romênia, depois de se reunir com o chefe de Estado romeno, Traian Basescu, Bush afirmou que explicará a Putin em Sochi que o escudo antimísseis que os EUA planejam no Leste Europeu - que Moscou considera uma "ameaça" - é contra apenas as nações inimigas no Oriente Médio.

A reunião, que será a última dos dois líderes como presidentes de seus respectivos países, ocorre em meio a grandes desacordos entre os dois países, não só em torno do escudo antimísseis, mas também sobre a candidatura da Ucrânia e da Geórgia à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Washington apóia a entrada da Ucrânia e da Geórgia na Aliança Atlântica, enquanto Moscou mantém sua condenação aos ingresso das duas nações.

No entanto, os dois países expressaram sua esperança de progressos, e Bush descartou hoje que a reunião vá se transformar em um "choque".

Pelo contrário, o presidente americano disse que será a oportunidade de se despedir de "um amigo".

Os dois líderes assinarão no domingo um acordo marco que servirá de guia para seus países após a mudança este ano de suas respectivas administrações ou, como descreveu Bush, "um diálogo estratégico que servirá para avançar além de sua Presidência ou da minha".

Antes, Bush e Putin se encontrarão esta semana durante a cúpula da Otan em Bucareste, onde será decidido o eventual convite à Ucrânia e à Geórgia do Plano de Ação da Aliança, considerado a prévia da entrada.

Em discurso hoje, em Bucareste, Bush insistiu na necessidade de oferecer o Plano de Ação às duas repúblicas ex-soviéticas, enquanto a Rússia advertiu das duras conseqüências que essa iniciativa pode gerar. EFE mv/an

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