Bush diz que pacote será aprovado por Congresso

O presidente americano, George W. Bush disse nesta sexta-feira que o plano de resgate econômico apresentado por seu governo deverá ser aprovado pelo Congresso.

BBC Brasil |

Bush disse que os Estados Unidos "enfrentam um grande problema e precisam agir com rapidez" na aprovação do plano com medidas para tentar salvar a economia do país.

Em um rápido pronunciamento, ele indicou que as negociações para a aprovação do plano, submetido à apreciação de congressistas, continuam.

"Há discordâncias em relação ao plano. Mas ninguém discorda que é preciso fazer alguma coisa. A legislação vai ser aprovada pelo Congresso ", disse Bush às 09h35 em Washington (10h35 em Brasília).

Negociações

As negociações em Washington para a aprovação do plano de resgate econômico de US$ 700 bilhões empacaram na quinta-feira.

O impasse sobre o projeto ocorreu um dia depois de Bush pedir urgência na aprovação do pacote, sob o argumento de que se o projeto não for aprovado, a economia do país poderia entrar em recessão.


Bush discursa e diz que pacote deverá ser aprovado / AP

Na quinta-feira, por volta das 16h (17h do horário Brasília), o presidente Bush se reuniu com a líder da Câmara, Nancy Pelosi, o presidente do Senado, Harry Reid, e os dois candidatos presidenciais, Barack Obama e John McCain. Acreditava-se que o encontro fosse meramente protocolar uma vez que já teria sido firmado um acordo para a aprovação do pacote.

Mas nas horas seguintes a situação mudou e, curiosamente, a proposta acabou não sendo aprovada, em boa parte, devido à uma rebelião por parte dos congressistas do Partido Republicano do presidente Bush.

A ala mais conservadora dos republicanos discordou do elevado custo do pacote e com o fato de ele fazer com que o governo realize uma pesada interferência no mercado financeiro.

O senador republicano Richard Shelby, do Estado do Alabama, o principal representante de seu partido no Comitê de Finanças do Senado, era um dos participantes da reunião com Bush na Casa Branca e foi um dos primeiros a dizer que ''obviamente não há acordo''.

Em seguida, foi a vez de a campanha de McCain divulgar um comunicado dizendo que ''o plano proposto pela atual administração não conta com a confiança e não irá proteger os contribuintes''.

    Leia tudo sobre: crise nos eua

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG