Bush diz que Otan deve terminar a guerra no Afeganistão e faz apelo à Rússia

George W. Bush pedirá quarta-feira à Otan que conclua o combate contra os extremistas no Afeganistão e pedirá à Rússia que participe da instalação de um escudo antimísseis, segundo trechos do discurso que o presidente americano deve pronunciar amanhã durante a reunião de cúpula em Bucareste.

AFP |

"Não podemos relaxar, para que os extremistas não possam restabelecer zonas onde estarão seguros no país, e de onde poderão voltar a aterrorizar o povo afegão e nos ameaçar", deverá declarar Bush, segundo trechos de seu discurso publicados nesta terça-feira.

A Otan conseguiu eliminar a ameaça soviética - que era o objetivo de sua criação - e precisa agora atuar como "uma aliança expedicionária" no mundo.

"Nossa aliança tem que preservar sua determinação e concluir o combate no Afeganistão", destacará Bush, num momento em que os Estados Unidos multiplicam as pressões para que outros membros da Otan aumentem sua contribuição financeira e militar para estabilizar o Afeganistão.

"Há duas semanas, Osama bin Laden produziu uma gravação de áudio na qual ameaçou a Europa com novos ataques. Temos que levar as declarações do inimigo a sério. A ameaça terrorista é real, é uma ameaça de morte, e vencer este inimigo deve ser uma prioridade para a Otan", deverá ressaltar o presidente americano.

Antes de sua visita à Rússia, prevista para o fim desta semana, Bush também deverá pedir a Moscou que se junte aos Estados Unidos para instalar um escudo antimísseis ante a uma eventual ameaça iraniana. "A necessidade de uma defesa antimísseis na Europa é real e urgente", afirmará Bush em seu discurso de quarta-feira.

"Convidamos Moscou a participar deste esforço para defender a Rússia, a Europa e os Estados Unidos contra uma ameaça que está surgindo e que poderia nos atingir a todos", deverá declarar o dirigente.

Os mísseis iranianos têm hoje a capacidade de alcançar Israel e Turquia. No entanto, Teerã está querendo adquirir mísseis capazes de atingir a Romênia, e até, no longo prazo, os Estados Unidos e toda a Europa, deverá frisar Bush.

"O escudo antimísseis que desenvolvemos não tem como objetivo nos defender da Rússia, e a nova Otan que estamos formando não tem como objetivo nos defender da Rússia, A Guerra Fria acabou", proclamará o presidente em seu discurso.

"A Rússia não é nossa inimiga. Estamos trabalhando para uma nova relação de segurança com a Rússia não baseada numa eliminação mútua", dirá também George W. Bush.

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