Bush diz que manterá embargo a Cuba

(Atualiza com declarações de Bush) Miami, 10 out (EFE).- O presidente de EUA, George W.

EFE |

Bush, disse hoje em Miami que manterá o embargo imposto a Cuba enquanto na ilha caribenha haja prisioneiros por crimes de opinião e se restrinjam as liberdades.

"É tão triste que justo em frente à nossa grande nação, que acredita nos direitos humanos e na dignidade humana, exista esta masmorra", expressou Bush em reunião com alguns líderes da comunidade cubano-americana.

O presidente americano sustentou o encontro após assistir a um ato de arrecadação de fundos do Partido Republicano em Miami, informou a Casa Branca.

"Nosso Governo foi muito claro sobre nosso plano e esse é que mudaremos a estratégia do embargo só quando o Governo de Cuba permita que os cubanos se expressem livremente." "Mudaremos nossa política quando as pessoas que governam Cuba libertem os presos por opinião", enfatizou Bush.

George W. Bush destacou o compromisso de sua administração pela conquista de uma Cuba livre e lembrou o chamado "Grito de Yara", quando em 1868, Carlos Manuel de Gramados libertou seus escravos, e com 150 homens mal armados e declarou a guerra à Espanha, proclamando a independência de Cuba.

Após assistir ao ato de arrecadação de dinheiro, em uma residência privada de Coral Gables, Bush reuniu-se com destacados empresários e funcionários cubano-americanos, assim como com líderes de grupos do exílio.

O ato arrecadou fundos para as campanhas eleitorais dos candidatos republicanos ao Congresso.

Esta visita a Miami pode ser a última que Bush realiza como presidente após seus dois mandatos, num momento em que sua popularidade é de baixíssimos 25%, segundo pesquisa divulgada neste fim de semana passado pelo instituto Gallup.

A reunião de Bush com os líderes cubano-americanos coincide também com o desencanto mostrado por alguns grupos do exílio com a recusa do Governo em suspender temporariamente as restrições a viagens e a envio de remessas de dinheiro a Cuba.

A moratória de vários meses que solicitavam organizações do exílio como a Fundação Nacional Cubano Americana (FNCA) buscava facilitar a ajuda direta a parentes e desabrigados na ilha após a passagem dos ciclones "Ike" e "Gustav".

Grupos como Movimento Democracia ou Agenda Cuba respaldavam também a proposta de uma suspensão temporária nas restrições de envio de remessas e viagens para Cuba, embora o exílio cubano tenha se dividido sobre este ponto.

A presença de Bush em Miami foi criticada hoje por porta-vozes da campanha eleitoral do democrata Raúl Martínez, ex-prefeito de Hileah e rival do congressista republicano Lincoln Díaz-Balart.

Martínez criticou que Bush tenha vindo a Miami para arrecadar mais de US$ 500 mil destinados à campanha de Díaz-Balart.

"É tempo de virar a página das políticas fracassadas de Bush em apoio de Lincoln Díaz-Balart", assinalou um comunicado da campanha de Rául Martínez. EFE emi/jp

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