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Bush diz que é difícil dizer se há progresso na China

SEUL - Três dias antes de pousar em Pequim para a abertura dos Jogos Olímpicos, o presidente dos EUA, George W. Bush, afirmou que é muito difícil dizer se os direitos humanos melhoraram na China nos últimos oito anos. Bush fez a declaração a jornalista à bordo do avião presidencial Air Force One, antes de desembarcar na Coréia do Sul, primeira parada da viagem que faz pela Ásia.

Redação com agências internacionais |

Em meio a rígidas medidas de segurança, Bush iniciou nesta terça-feira seu giro pela Ásia pela Coréia do Sul, onde realiza uma visita de dois dias centradas em um pacto de livre comércio e desnuclearização da Coréia do Norte. Trata-se da primeira etapa asiática de uma viagem de uma semana que também o levará à Tailândia, antes de assistir, na sexta, à cerimônia de inauguração dos Jogos Olímpicos de Pequim.

AP
Bush chegou nesta manhã a Seul
Bush e sua mulher, Laura, foram recebidos no aeroporto pelo primeiro-ministro sul-coreano, Han Seung-soo, enquanto no centro da cidade um grupo protestava contra a visita e simpatizantes conservadores lhe davam boas-vindas em uma passeata paralela.


A visita de Bush à Coréia do Sul é oficialmente de dois dias, mas o presidente, na verdade, permanecerá pouco mais de 20 horas no país asiático, e seu programa oficial começará apenas na quarta-feira.

Após um ato oficial de boas-vindas na Casa Presidencial sul-coreana, Bush se reunirá amanhã com o presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, com quem tratará da abertura do país às importações de gado dos EUA, assunto que provocou uma grande agitação entre a opinião pública.

Após a reunião e a entrevista coletiva conjunta, Bush e sua mulher participarão de um almoço oficial com Lee e sua esposa, e depois visitará uma base americana próxima a Seul.

Protestos

Milhares de sul-coreanos contrários e favoráveis ao presidente se concentraram na capital, diante de um cordão de isolamento policial estabelecido para impedir que ocorressem incidentes entre as duas multidões opostas.


Milhares protestam contra a presença de Bush na Coréia do Sul / AP

A manifestação de boas-vindas a Bush, organizada em torno de um cenário com a presença da imprensa, foi integrada por milhares de veteranos de guerra vestidos com seus uniformes, pessoas de tendência conservadora e comunidades cristãs.

Já a manifestação contrária a Bush, com média de idade um pouco menor, foi formada por um grupo que incluía estudantes universitários, sindicatos e grupos contrários à importação de carne americana.

As duas manifestações transcorreram pacificamente, em meio a 23 mil policiais, mas em alguns momentos aconteceram momentos de tensão. Alguns partidários de Bush e de Lee se aproximaram dos manifestantes contrários aos EUA e trocaram insultos e empurrões.

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Com AP, EFE e AFP

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