Bush diz que é importante manter relações com a China

Washington, 5 ago (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, George W.

EFE |

Bush, afirma que é importante "manter as relações" com a China e teve uma conversa franca com o chefe de Estado chinês, Hu Jintao, sobre direitos humanos, segundo uma entrevista publicada hoje no jornal americano "The Washington Post".

Bush, que está viajando à Ásia, assistirá à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, na sexta-feira.

Na entrevista, Bush diz que uma de suas preocupações é o respeito à liberdade religiosa e destacou que pediu tanto a Hu quanto a seu antecessor, o ex-presidente chinês Jiang Zemin, a suspenderem as restrições às igrejas na China.

"Meu objetivo principal é lembrar esta nova geração de governantes (chineses) que a religião não é algo que deve ser temido, mas bem-vindo na sociedade", disse Bush.

O presidente americano acha que Hu "escuta, absolutamente, está interessado, absorve, e recebe o que é dito".

Segundo o jornal, Bush reconhece a dificuldade de mensurar a abertura e a liberdade na China. "Em muitas formas continua sendo uma sociedade fechada", disse.

"A internet proporciona oportunidades interessantes para que as pessoas se expressem. Às vezes é um canal aberto, às vezes há filtros", afirmou o presidente.

Bush também acredita que a China deve pressionar mais os Governos de Mianmar e do Sudão.

Para o presidente dos EUA, o interesse chinês na aquisição de matérias-primas no Sudão vai de encontro à necessidade de acabar com os massacres na região de Darfur, disse o jornal.

Segundo o "Washington Post", Bush acredita que as estritas medidas de segurança impostas pelas autoridades da China antes da abertura dos Jogos Olímpicos e que os defensores dos direitos humanos no país descrevem como repressão de dissidentes, respondem bem mais à preocupação com possíveis atentados terroristas.

"É importante que mantenhamos a relação com a China", disse Bush.

Segundo o Departamento do Tesouro americano, a China é depois do Japão o maior credor mundial, com quase 10% da dívida dos EUA.

"Uma das razões pelas quais vou (a Pequim) é porque quero mostrar respeito ao povo chinês, e este é um momento de orgulho para a China", acrescentou Bush. EFE jab/wr/fal

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