Por Tabassum Zakaria WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse na terça-feira que ainda tem esperanças de que palestinos e israelenses cheguem a um acordo de paz antes do fim do seu mandato, em janeiro.

Bush vai estimular os líderes de ambas as partes nesse sentido durante os encontros que manterá separadamente com eles em Israel e no Egito durante sua viagem de 8 a 13 de maio, que inclui também a Arábia Saudita.

O processo de paz foi retomado sob os auspícios de Bush em novembro, numa conferência em Maryland, quando ambas as partes se comprometeram a buscar a paz ainda durante o mandato do presidente norte-americano.

As negociações, porém, se arrastam lentamente desde então, e na semana passada as autoridades palestinas não escondiam seu ceticismo depois do encontro do presidente Mahmoud Abbas com Bush e a secretária de Estado Condoleezza Rice na Casa Branca.

O próprio Bush, porém, disse numa entrevista coletiva na terça-feira: 'Ainda estou esperançoso de que teremos um acordo até o final da minha presidência'.

Ele acusou o grupo Hamas, que governa a Faixa de Gaza, de sabotar o processo de paz, mas evitou críticas diretas ao ex-presidente dos EUA Jimmy Carter, que se encontrou com líderes do movimento islâmico para tentar convencê-los a aderir às negociações.

Bush deixou claro que não adotará uma abordagem similar com o Hamas. 'Eles são um problema significativo para a paz mundial, ou a paz do Oriente Médio. E essa é a razão pela qual não converso com eles', afirmou.

Será a segunda visita a Israel desde a conferência de Maryland. A de janeiro foi a primeira visita ao Estado judeu e à Cisjordânia em seus sete anos de governo.

Quanto à escala na Arábia Saudita, Bush está sob pressão para fazer algo contra a alta do preço do petróleo, o que agrava a ameaça de recessão nos EUA. A Casa Branca admitiu que não há solução imediata para o problema.

Na sua última visita à Arábia Saudita, Bush propôs que a Opep ampliasse sua produção, mas não foi atendido pelo cartel de exportadores de petróleo.

Na terça-feira, ele enfatizou a necessidade de os EUA aumentarem a sua auto-suficiência energética. 'É importante para nós tentarmos nos livrar da pressão dizendo que vamos começar a explorar aqui em casa', disse.

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