Bush diz não ter ilusões sobre paz no Oriente Médio

Por Matt Spetalnick WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, tentará estimular o processo de paz no Oriente Médio quando voltar à região, de 13 a 18 de maio, mas a Casa Branca afirmou na segunda-feira que ele não tem ilusões sobre uma solução rápida.

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Será a segunda visita de Bush a Israel e países árabes vizinhos desde a conferência de novembro em Maryland que relançou o processo de paz, com a meta de concluí-lo até o final do mandato do presidente norte-americano, em janeiro de 2009.

As negociações se arrastam desde então, e há um ceticismo difundido quanto às chances de Bush resolver uma questão que seus antecessores passaram décadas sem conseguir solucionar.

Dana Perino, porta-voz da Casa Branca, insistiu que os líderes palestinos e israelenses continuam comprometidos com a paz, mas afirmou que 'é preciso fazer mais'. Segundo ela, a viagem de Bush 'pode criar a oportunidade de empurrar um pouco mais esse sistema'.

'Mas não temos ilusões de que as coisas vão acontecer imediatamente', acrescentou. 'Há uma história muito arraigada que precisa ser tratada se quisermos definir um Estado [palestino] até o final do ano.'

Ela tentou minimizar as declarações de Mahmoud Abbas, o presidente palestino, que esteve na Casa Branca na semana passada e no sábado se mostrou cético quanto à perspectiva de um acordo neste ano.

'O povo palestino está seguro de que o presidente está comprometido em ajudá-los a estabelecer o seu próprio Estado', disse Perino.

Mas a chance de um progresso significativo durante a viagem de Bush pode ser ainda mais prejudicada por não haver uma reunião conjunta dele com Abbas e o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert.

Bush deve discursar no Parlamento de Israel a propósito do 60. aniversário do Estado judeu, segundo a Casa Branca. Em seguida, ele viaja à Arábia Saudita, onde se reúne com o rei Abdullah. A última etapa será o balneário egípcio de Sharm El Sheikh, onde também estarão Abbas, o presidente egípcio, Hosni Mubarak, e o rei da Jordânia, também chamado Abdullah.

Depois de décadas evitando envolvimento direto na questão palestina, Bush agora pode ter dificuldades em obter concessões de líderes da região, pois muitos já se voltam para o próximo presidente dos EUA, a ser eleito em novembro.

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