Bush diz lamentar afirmações sobre a luta contra o terrorismo

Washington, 11 nov (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, George W.

EFE |

Bush, disse hoje que lamenta ter feito algumas declarações sobre a luta contra o terrorismo durante seus oito anos no Governo.

"Lamento ter dito algumas coisas que não deveria dizer", assinalou Bush em entrevista à jornalista Heidi Collins, da "CNN".

Bush, que entregará o controle da Casa Branca ao presidente eleito Barack Obama no dia 20 de janeiro, se referiu especialmente a declarações que formulou a bordo do porta-aviões Abraham Lincoln pouco após o começo da Guerra do Iraque, em maio de 2003.

A imagem de Bush falando ao país foi transmitida com um cartaz ao fundo que dizia "Missão Cumprida", e essa declaração foi considerada como um anúncio de que as operações de combate dos EUA no Iraque tinham chegado a seu fim.

Mas a missão estava longe de terminar, e o conflito se arrasta até hoje com mais de 4.000 soldados americanos mortos.

"Havia um cartaz que dizia 'Missão Cumprida'. Era um cartaz destinado aos marinheiros, mas sugeria algo mais. Alguns pensaram que eu acreditava que a guerra tinha terminado. Eu não pensava isso, mas essa mensagem foi transmitida de maneira errada", disse o governante.

Bush também mostrou arrependimento por ter dito que queria Osama bin Laden - líder da Al Qaeda considerado o cérebro dos atentados de 11 de Setembro - "vivo ou morto".

"Minha esposa (Laura) me lembrou que, como presidente dos Estados Unidos, devia ter cuidado com o que dizia", indicou.

O presidente dos EUA também disse que pretende retornar ao Texas depois de 20 de janeiro, e que "talvez escreva um livro".

"Quero que as pessoas saibam a verdade e saibam o que é estar sentado no Salão Oval da Casa Branca", afirmou.

Mas Bush, que deixará o Governo com os índices mais baixos de popularidade na história dos EUA, assinalou que há muitas coisas das quais se sente orgulhoso.

"Sinto orgulho de ser o comandante-em-chefe de pessoas tão solidárias e valentes, que se apresentam como voluntárias para servir ao país em tempos de guerra", manifestou.

"Sinto orgulho quando vejo as pessoas que alimentam os famintos.

Sinto orgulho quando estou na África e vejo os voluntários que ajudam os que estão morrendo por causa da aids", acrescentou. EFE ojl/mh

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