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Bush diz a Putin que violência na Geórgia é inaceitável

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, revelou nesta segunda-feira que disse claramente ao primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, que a violência na Geórgia é inaceitável, informou uma rede de TV americana em Pequim.

Redação com agências internacionais |

Os Estados Unidos estão solidários com a Geórgia e advertiram a Rússia de que sua "agressão" contra objetivos civis e militares terão "graves consequências" em suas relações, revelou nesta segunda-feira o porta-voz do vice-presidente americano, Dick Cheney.

Em uma conversa por telefone com o presidente georgiano, Mikhail Saakachvili, o vice americano disse no domingo que "a agressão russa não deve ficar sem resposta e, se persistir, terá graves consequências nas relações de Moscou com Estados Unidos e a comunidade internacional", informou a porta-voz Lea Anne McBride.

Segundo Cheney, há uma "campanha russa contra objetivos militares e civis através da Geórgia".

Ataques desta segunda-feira

Aviões russos bombardeavam na manhã desta segunda-feira um objetivo militar no subúrbio de Tbilisi, capital da Geórgia, disse um porta-voz do ministério georgiano do Interior.

"Jogaram ao menos duas bombas", informou o porta-voz do governo georgiano Chota Utiachvili. A primeira bomba caiu no povoado de Kodjori, 10 km de Tbilisi, onde há uma base das forças especiais georgianas, revelou Utiachvili. A segunda bomba atingiu uma instalação de controle aéreo a 5 km do centro de Tbilisi, disse o porta-voz.

A cidade georgiana de Gori também foi atacada "em massa" pela artilharia e pela força aérea russas, enquanto as tropas de terra se preparam para um assalto, declarou o porta-voz do ministro georgiano do Interior, Shota Utashvili, nesta segunda-feira.

O presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, também denunciou  a presença de vários tanques russos em território georgiano, além da região separatista da Ossétia do Sul. Ao ser questionado, em uma entrevista coletiva, sobre se os tanques russos estavam fora da Ossétia do Sul, Saakashvili respondeu: "é claro (...) muito mais além da Ossétia do Sul".

AP
Tanques avançam por cidade na Ossétia do Sul

Apenas o rumor da artilharia distante quebrava o silêncio que envolvia Tskhinvali neste domingo, mas os habitantes da principal cidade da região rebelde da Ossétia do Sul se perguntavam quanto tempo iria durar a calma relativa . Em meio aos escombros dos prédios destruídos, os residentes se aventuraram pela primeira vez para fora dos porões no domingo, depois de três dias de intensos combates.

Muitos ficaram chocados ao verem as ruas cobertas de escombros e vidros quebrados, além de corpos espalhados no chão.

Alguns residentes disseram que muitas pessoas continuam soterradas pelos escombros de concreto e metal.

'É terrível. Não sabemos o que está acontecendo', disse uma senhora de idade a um repórter da Reuters que entrou na cidade com as tropas russas. 'Nunca vi nada igual em toda a minha vida'.

Milhares de civis fugiram durante as primeiras horas da batalha e muitos prédios de apartamentos, com as paredes cravejadas de tiros, pareciam desertos.

Com a maior parte da infra-estrutura local em ruínas, os residentes tentavam achar água e comida, enquanto o fogo de artilharia vibrava nos arredores da cidade.

Violeta Kukoyeva, que acompanhava um parente mais velho, disse ter passado os três últimos dias escondida em um abrigo subterrâneo.

'Não tínhamos nada para comer. Só um pouco de pão, um pouco de água', disse.

Os médicos de um hospital local transferiram pacientes para um porão fracamente iluminado depois que as explosões abriram grandes buracos nos andares superiores. Eles disseram não ter suprimentos médicos ou água para tratar dos 200 feridos.

'Não temos nada para alimentá-los. Damos o pouco pão que temos aos mais velhos. Eles precisam mais', disse a doutora Valentina Kutukhova.

Moscou disse que dois mil civis haviam morrido e milhares estavam desabrigados em uma 'catástrofe humanitária' na Ossétia do Sul. Os números não puderam ser verificados.

A Geórgia propôs um cessar-fogo e no domingo disse ter retirado suas tropas da capital separatista. Mas os habitantes locais disseram que as tropas da Geórgia continuavam ao redor da cidade. Algumas pessoas disseram haver atiradores escondidos nas ruínas.

Um repórter da Reuters viu os corpos de seis soldados da Geórgia deixados sobre pilhas de escombros perto de um tanque.

'Tudo está destruído, nada funciona, nem mesmo o necrotério', disse a médica de um hospital local, com a voz trêmula. 'Os combates continuam. Não sobrou mais nada'.

(com informações da AFP e EFE)

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