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Bush despede-se do Afeganistão louvando indubitável progresso desde 2001

Lutffullah Ormurl. Cabul, 15 dez (EFE).- Em visita de despedida como presidente dos Estados Unidos, George W.

EFE |

Bush defendeu o "indubitável" progresso conquistado no Afeganistão desde a invasão americana em 2001, que significou a queda do regime talibã, embora tenha admitido que ficaram muitos "desafios difíceis" pela frente.

"Orgulhosamente, as tropas americanas libertaram o povo do Afeganistão" em 2001, lembrou Bush, quem fez uma visita surpresa ao país centro-asiático procedente do Iraque.

O presidente dos EUA reuniu-se em Cabul com seu colega afegão, Hamid Karzai, após visitar as tropas americanas na base de Bagram, próxima à capital, e encontrar o chefe da Força Internacional de Assistência para a Segurança (Isaf), o general americano David McKiernan.

"Estou orgulhoso de estar novamente no Afeganistão. Estou orgulhoso de estar com as almas valentes que servem aos Estados Unidos", disse Bush a seus soldados, segundo um comunicado do comando americano.

"Graças a vós, os assassinos que queriam tirar a vida de norte-americanos em casa foram levados à Justiça antes que alcancem nossas costas", acrescentou.

Os EUA têm destacados no Afeganistão cerca de 15 mil soldados que cumprem a missão antiterrorista "Liberdade Duradoura", sob comando direto de Washington, assim como 18 mil dentro da força Isaf, dirigida pela Organização Tratado do Atlântico Norte (Otan) com mandato da ONU.

Em sua entrevista coletiva junto a Karzai, Bush descartou que este seja o momento da retirada do Afeganistão apesar dos "muitos progressos" conseguidos nos últimos sete anos.

"Em 2001, os talibãs reprimiam brutalmente o povo deste país.

Lembro imagens de mulheres apedrejadas, de pessoas executadas no estádio de futebol por suas crenças. Havia um grupo de assassinos que se escondiam aqui, treinavam e conspiravam para matar os cidadãos do meu país", lembrou em alusão ao regime talibã e à rede terrorista Al Qaeda.

Após constatar que os extremistas "rejeitam a beleza da democracia", o presidente admitiu que ainda "há muitos desafios difíceis" a enfrentar no Afeganistão.

"Os Estados Unidos não permitirão que o Afeganistão se transforme de novo em esconderijo da Al Qaeda", afirmou, acrescentando que a rede terrorista foi "muito debilitada" desde 2001.

"Eles podem se esconder em regiões remotas, mas nós manteremos a pressão", assegurou.

Bush disse que "claramente" ficam dias difíceis pela frente, mas que "as condições são indubitavelmente melhores no Afeganistão agora do que em 2001".

O regime talibã, que tinha tomado Cabul em 1996, foi expulso do poder no final de 2001 pelas tropas dos EUA e da oposição afegã da Aliança do Norte.

"Os talibãs tratavam brutalmente o povo do Afeganistão e não estão no poder. O progresso é indubitável", insistiu Bush.

Seu sucessor na Casa Branca, o democrata Barack Obama, propõe aumentar a presença militar no Afeganistão, que nos últimos dois anos experimentou uma piora notável com uma forte pressão dos talibãs, principalmente no sul e no leste do país.

Karzai uniu-se ao discurso otimista do republicano Bush e ressaltou que, após a expulsão do regime talibã, que havia alcançado o reconhecimento de apenas três países -Paquistão, Arábia Saudita e Emirados Árabes- "emergiu novamente um Governo legítimo" que reatou relações diplomáticas com cerca de 80 países e instituições internacionais.

"Trata-se de um progresso enorme. E tudo isto teria sido impossível sem a ajuda dos Estados Unidos", destacou o presidente afegão.

Karzai, que neste último ano condenou energicamente as mortes de civis causadas por algumas das operações das tropas americanas da "Liberdade Duradoura", acrescentou que "a decisão do Afeganistão é continuar com sua cooperação com a comunidade internacional até a derrota do terrorismo" e a ameaça que ele representa para o Afeganistão e o mundo.

O Governo do Afeganistão "não permitirá que a comunidade internacional vá embora até estar completamente de pé e ser o suficientemente forte para defender o país e o suficientemente poderoso para ter uma boa economia", disse Karzai, quem tentará se manter no cargo em eleições no ano que vem. EFE lo-ja/jp

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