Bush despede-se da Europa, mas insinua que pode retornar

Londres - O presidente dos Estados Unidos, George W.Bush, despede-se da Europa após uma viagem de oito dias, mas hoje insinuou que o que é considerado um adeus ao continente poderia ser apenas um até logo.

EFE |

Na primeira etapa de sua viagem, na última terça em Brdo (Eslovênia), Bush reconheceu que esta visita, que o levou também a Berlim, Roma, Vaticano, Paris, Londres e Belfast, seria a última de seu mandato, que ainda durará sete meses.

"Minha primeira visita como presidente dos EUA à Europa incluiu minha primeira parada na Eslovênia. Minha última visita como presidente dos EUA à Europa também inclui uma primeira parada na Eslovênia. É o encerramento de círculo muito apropriado", declarou em entrevista coletiva com os principais líderes europeus.

Porém, agora, oito dias mais tarde, parece que está mudando de idéia.

Hoje, em entrevista coletiva junto com o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, afirmou que sua viagem "foi uma boa viagem".

"Certamente alguns conjeturam que esta é minha última viagem. Que conjeturem. Quem sabe?", declarou.

Bush tem motivos para pensar em uma nova visita. Hoje conseguiu o que desejava, pois Brown anunciou novas sanções contra o Irã e uma ampliação de 230 soldados para o Afeganistão.

Além disso, deve ser considerado o fato de sua atual visita ter tido um caráter menos frenético que as anteriores.

Há apenas alguns meses a Casa Branca acumulava, em poucos dias discursos, entrevistas e mesas-redondas, mas nesta oportunidade o presidente americano pôde desfrutar em cada etapa de alguns momentos de tempo livre.

Pela primeira vez, Bush pôde se comportar na Europa um pouco como turista.

Durante sua visita a Londres, no domingo pôde visitar o castelo de Windsor, uma visita clássica nos itinerários turísticos.

Entretanto, no seu caso foi a rainha Elizabeth II quem atuou como seu guia pelo edifício de mais de 900 anos, mostrando-lhe objetos ligados a antigos presidentes dos EUA.

Em Paris, Bush teve oportunidade de andar de bicicleta e de participar de uma cerimônia religiosa.

Em Berlim, a chanceler alemã, Angela Merkel, o ciceroneou Bush no período em que permaneceu no palácio de Meseberg.

Entretanto, talvez a visita mais memorável para Bush tenha sido a que ele realizou à Cidade do Vaticano.

O papa Bento XVI, em uma iniciativa que rompeu o protocolo para visitantes estrangeiros, recebeu o presidente americano na torre de São João, no meio dos jardins do Vaticano, ao invés de conversar com Bush em sua biblioteca particular.

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