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Bush defende expansão da democracia contra extremismos religiosos

Nações Unidas, 13 nov (EFE) - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, defendeu hoje na Assembléia Geral da ONU a expansão internacional da democracia como a melhor arma para combater os extremismos religiosos e abrir caminho para a paz.

EFE |

Em seu último pronunciamento no fórum multilateral antes de deixar a Casa Branca em janeiro, o líder assegurou que nos últimos oito anos teve "o privilégio de presenciar como a liberdade e a fé podem resgatar vidas e dirigir o mundo à paz".

"A melhor maneira de salvaguardar a liberdade de religião é acudir em ajuda da democracia", assegurou o presidente americano em seu discurso no diálogo inter-religioso realizado desde quarta-feira na sede da ONU em Nova York.

"A expansão da democracia também representa o caminho mais promissor à paz", acrescentou.

Bush citou a defesa da liberdade religiosa exercida por seu país em situações que vão desde "a libertação dos campos de concentração na Europa, à proteção de muçulmanos em lugares como o Kosovo, Afeganistão e Iraque".

"Hoje, os EUA continuam com a nobre tradição de considerar a liberdade religiosa como um dos eixos centrais de nossa política externa", ressaltou.

Nesse sentido, estimulou outros países a entender que a liberdade religiosa é o fundamento de uma sociedade "saudável e com esperança".

"Não temos medo de respaldar os dissidentes religiosos e crentes que praticam sua fé, inclusive ali onde não são bem-vindos", disse.

O presidente observou que os povos que gozam de liberdade de expressão e opinião "podem desafiar as ideologias do ódio, defender suas crenças religiosas e denunciar os que querem manipular com fins ruins".

Bush disse que a religião faz parte do "núcleo" de suas crenças e destacou o efeito transformador que a fé teve "há muito anos" em sua vida.

Ele assegurou que sua religião -pertence à Igreja metodista- lhe sustentou ao longo das "dificuldades e alegrias" de sua Presidência.

"Talvez professemos cultos diferentes e oremos em lugares diferentes, mas nossa fé nos conduz a valores comuns", destacou.

O presidente americano advertiu de que a Declaração Universal dos Direitos Humanos adotada há 60 anos pelas Nações Unidas recolhe a liberdade de professar e mudar de religião.

"A liberdade é o presente de Deus a cada homem, mulher e criança, e essa liberdade inclui o direito de todo o mundo a render culto da maneira mais apropriada que lhe pareça", afirmou.

A reunião que terminou hoje na Assembléia Geral a ONU sobre a "Cultura da Paz" é uma iniciativa da Arábia Saudita para aprofundar o diálogo entre confissões religiosas que começou na conferência realizada em julho em Madri. EFE jju/db

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