Bush defende estratégia no Iraque e apóia pausa na retirada

O presidente dos EUA, George W. Bush, deve defender na quinta-feira, após um debate no Congresso, a sua estratégia na guerra do Iraque, o que deixa a solução desse custoso e impopular conflito para o seu sucessor.

Reuters |

Em pronunciamento na Casa Branca, Bush deve apoiar a recomendação do general David Petraeus, comandante dos EUA no Iraque, de completar uma retirada limitada das tropas de combate até julho, e então adotar uma pausa de 45 dias para avaliar a situação de segurança.

Bush diz repetidamente que suas decisões a respeito das tropas dos EUA no Iraque se baseariam nos conselhos dos comandantes. O presidente é contra a implantação de cronogramas para a desocupação.

Ele também deve anunciar que o período de serviço dos militares dos EUA no Iraque e no Afeganistão será reduzido de 15 meses para um ano.

Bush vai tomar café-da-manhã na Casa Branca com Petraeus e com o embaixador dos EUA no Iraque, Ryan Crocker. Fará o pronunciamento sobre o Iraque às 11h30 (12h30 em Brasília) e em seguida embarcará para um fim de semana prolongado na sua fazenda em Crawford, no Texas.

Em depoimento na terça e na quarta-feira no Congresso, Petraeus e Crocker fizeram uma avaliação sombria da situação no Iraque, o que segundo democratas é um sinal de que, após cinco anos de conflito, ainda não existe estratégia para encerrá-lo.

'Estamos nisso há muito tempo e obviamente queremos que a guerra acabe tanto quanto qualquer um, talvez até mais', disse Petraeus. 'O que queremos fazer é ir para casa da forma correta, sem ameaçar os ganhos que lutamos para obter.'

A guerra do Iraque é um dos principais temas da campanha eleitoral deste ano, e as audiências no Congresso foram uma oportunidade para que os três candidatos a presidente --os senadores John McCain (republicano), Barack Obama e Hillary Clinton (ambos democratas)-- expusessem suas opiniões.

Falando a jornalistas, Dana Perino, porta-voz da Casa Branca, disse que 'não vai ser possível (acabar a guerra) antes do fim do ano (e do mandato de Bush), e os candidatos têm de admitir isso'.

'Teremos tropas no Iraque após 2009, depois que ele deixar o cargo, e o que o presidente está fazendo é trabalhando para garantir que tome decisões duras agora que possam ajudar numa transição suave quando o próximo presidente assumir.'

Em seu discurso, Bush deve reiterar que, embora haja progressos no Iraque, ainda há trabalho pela frente.

Os EUA têm 160 mil soldados no Iraque, contingente que foi ampliado no ano passado para conter a violência.

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