Bush defende decisão de interromper redução de tropas no Iraque

Washington, 12 abr (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, George W.

EFE |

Bush, defendeu hoje sua decisão de interromper, a partir de agosto, a redução das tropas americanas no Iraque, ao afirmar que a situação no país melhorou, mas que ainda há "desafios sérios e complexos" a serem enfrentados.

Em seu programa de rádio semanal, Bush defendeu sua decisão de enviar, há 15 meses, mais 30 mil soldados ao Iraque, e afirmou que esse envio em massa permitiu "uma importante virada estratégica".

"Há 15 meses, os extremistas semeavam a violência sectária. Hoje, muitos sunitas e xiitas moderados enfrentam ativamente os extremistas", disse.

O retorno aos EUA dessas tropas extras está previsto para 31 de julho, o que deixará 138 mil soldados americanos desdobrados no Iraque.

A partir de então, será aberto um recesso, primeiro de 45 dias, para a avaliação da situação da segurança, e depois por tempo indeterminado, durante o qual os níveis das tropas americanas no Iraque será decidido, como solicitou o comandante da força dos EUA no país árabe, general David Petraeus.

"Disse a ele (Petraeus) que terá o tempo necessário para essa avaliação", lembrou Bush.

O presidente americano anunciou a pausa na redução das tropas americanas na quinta-feira, depois que Petraeus e o embaixador dos EUA em Bagdá, Ryan Crocker, apresentaram seu relatório periódico sobre a situação no Iraque.

A decisão de Bush fez prever que o próximo presidente americano herdará em janeiro uma presença militar no Iraque ainda muito numerosa e, com ela, o problema de como e quando retirar esses soldados.

Os pré-candidatos democratas à Casa Branca, Hillary Clinton e Barack Obama, defendem uma retirada imediata assim que possível, enquanto o candidato republicano, John McCain, apóia a permanência das tropas até que o Iraque esteja completamente estabilizado.

O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, declarou que não acredita mais, como pensava no ano passado, que o número de soldados americanos no Iraque possa ser reduzido para cerca de cem mil até o final deste ano. EFE mv/wr/gs

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