Bush critica novamente Rússia e anuncia viagem de Rice a Bruxelas

Washington, 15 ago (EFE) - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, criticou novamente a Rússia, e anunciou uma viagem da secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, a Bruxelas para seguir os esforços de mediação no conflito na Geórgia.

EFE |

No tradicional discurso transmitido por rádio aos sábados, antecipado hoje pela Casa Branca, Bush afirmou que "o mundo observou com grande preocupação como a Rússia invadiu um Estado vizinho soberano e ameaçado, um Governo democraticamente eleito", uma ação que é "completamente inaceitável para nações livres".

Pela segunda vez em 24 horas, o governante americano se pronuncia sobre o conflito entre Geórgia e Rússia pela região separatista da Ossétia do Sul, um sinal de preocupação com as intenções de Moscou em um país que é um grande aliado de Washington no Cáucaso.

Bush reiterou que os Estados Unidos e seus aliados apóiam os georgianos e insistiu de novo em que a soberania e a integridade territorial da Geórgia têm que ser respeitadas.

Para isso, disse, a Rússia deve cumprir sua palavra e retirar as tropas russas de todo o território georgiano.

O presidente americano encarregou o secretário de Defesa americano, Robert Gates, de uma missão humanitária para ajudar a Geórgia, a qual já começou.

À secretária de Estado, Condoleezza Rice, Bush incumbiu de uma missão política que a levou à França e à Geórgia, onde conseguiu que o presidente georgiano, Mikhail Saakashvili, assinasse o plano de paz de seis pontos elaborado pela União Européia (UE).

Bush assegurou que nos próximos dias continuará a assistência humanitária à Geórgia, da mesma forma que a política, já que Rice viajará na próxima semana a Bruxelas.

A secretária de Estado se reunirá com os ministros de Exteriores da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e com representantes de países da UE para continuar seus esforços de "defender um mundo livre em defesa da Geórgia".

Para o presidente americano, é "essencial que os Estados Unidos e outros países livres garantam que uma democracia assediada permaneça soberana, segura e unida".

O primeiro objetivo dos EUA é pôr fim ao conflito na Geórgia, e, depois, haverá tempo para pensar nas conseqüências que a Rússia terá que enfrentar por seus atos, disse.

Neste sentido, Bush voltou a ressaltar que as ações da Rússia geraram sérias dúvidas sobre seu papel e suas intenções na Europa do século XXI, e ressaltou de novo que Moscou pôs em risco suas aspirações de integração na estrutura política, econômica e de segurança do Ocidente.

Bush fez, assim, referência indireta aos planos da Rússia de aderir à Organização Mundial do Comércio (OMC) e à Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

"A Rússia pôs suas aspirações em risco ao levar a cabo ações na Geórgia que são inconsistentes com os princípios destas instituições", reiterou o presidente.

Por isso, disse, "para começar a reparar as relações com EUA, Europa e outras nações e para começar a recuperar seu lugar no mundo, a Rússia deve agir e pôr fim a esta crise", concluiu Bush.

EFE cae/db

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