Bush considera interessante proposta saudita para cúpula sobre energia

Brdo (Eslovênia), 10 jun (EFE).- A proposta da Arábia Saudita para realizar uma cúpula sobre os altos preços da energia é uma idéia interessante, afirmou hoje o presidente americano, George W.

EFE |

Bush.

Bush, na entrevista coletiva na última Cúpula União Européia (UE)-Estados Unidos, não fez mais comentários sobre o anúncio realizado ontem pelo ministro de Informação saudita, Iyad bin Amin Madani, de convocar em breve uma reunião dos países produtores e consumidores de petróleo para discutir o aumento dos preços nos mercados internacionais.

O presidente rotativo da UE, o primeiro-ministro esloveno, Janez Jansa, reconheceu "os efeitos significativos" que o brusco aumento do preço do petróleo está tendo na Europa, que também influiu no crescimento dos preços dos alimentos.

"É um problema grave" que nos deve ajudar a conseguir soluções a longo prazo para promover fontes de energia alternativas e a curto prazo em favor da eficiência energética e que as economias sejam "menos dependentes" dos hidrocarbonetos para reduzir a pressão nos preços, acrescentou.

Jansa reconheceu que a alta do euro frente ao dólar está apresentando um pequeno "alívio" aos países da moeda única européia na hora de importar o petróleo.

No entanto, os contínuos recordes no preço do petróleo e os problemas que estão causando nas economias ocidentais não são mencionados na declaração comum emitida após a Cúpula UE-EUA.

Nesta declaração, a União e os EUA se mostraram hoje partidários de diversificarem as fontes de origem e as rotas de passagem de energia para melhorar a eficiência dos mercados energéticos.

O texto estipulado entre Bruxelas e Washington destaca "a importância de aumentar a concorrência nos mercados de energia e de promover soluções de mercado para diversificar o desenvolvimento e trânsito dos recursos energéticos para o mercado mundial".

Europeus e americanos se comprometem também a facilitarem o trânsito de gás e petróleo do Mar Negro, do Mar Cáspio e da Ásia Central para os mercados ocidentais.

Para isto, insistem em desenvolver "inúmeros" oleodutos e gasodutos para que haja fontes diversificadas de abastecimento de gás para a Europa.

Além disso, Bruxelas e Washington se ofereceram a cooperar com a Ucrânia para aumentar a transparência e eficiência de seus mercados de energia e reabilitar e modernizar suas redes de passagem (em referência aos gasodutos que levam gás da Rússia para a UE). EFE rcf/fal

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