Bush conquista apoio da Grã-Bretanha a sanções contra o Irã

Por Jeremy Pelofsky e Matt Spetalnick LONDRES (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, conquistou na segunda-feira o apoio da Grã-Bretanha à adoção de sanções mais rígidas contra o Irã devido a seu programa nuclear, além de uma promessa britânica de enviar mais tropas ao Afeganistão.

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Depois de conversas com Bush no último dia da turnê de despedida do norte-americano pela Europa, o premiê britânico, Gordon Brown, disse esperar que os europeus concordem em impor sanções financeiras a Teerã e trabalhem para aprovar outras mais.

'A Grã-Bretanha vai exortar a Europa e a Europa concordará em impor sanções adicionais ao Irã', disse Brown em coletiva de imprensa. 'Para começar, tomaremos medidas hoje para congelar os bens no exterior do maior banco iraniano, o Bank Melli.'

Um porta-voz do Ministério do Exterior britânico esclareceu mais tarde que os membros da União Européia (UE) concordaram em congelar ativos do Bank Melli e estão trabalhando em medidas técnicas para que isso aconteça, mas que ainda há mais sanções sendo discutidas.

'Estamos discutindo com os EUA e os parceiros da UE uma série de sanções adicionais, incluindo no setor de petróleo e gás', disse o porta-voz.

O Irã vem ignorando os pedidos para que interrompa o enriquecimento de urânio, um processo que pode ser usado para fabricar armas nucleares, e diz que seu programa nuclear tem finalidades unicamente civis.

No sábado, Teerã novamente rejeitou a hipótese de suspender o enriquecimento de urânio, ignorando os incentivos políticos e econômicos oferecidos por seis potências mundiais, incluindo os EUA e a Grã-Bretanha.

'Faremos todo o possível para manter o diálogo, mas já temos claro que, se o Irã continuar a ignorar as resoluções unidas e rejeitar nossas ofertas de parceria, não teremos outra opção senão intensificar as sanções', disse Brown.

O chefe da diplomacia da União Européia, Javier Solana, deu um informe a ministros do exterior depois de fazer uma visita ao Irã no fim de semana e afirmou esperar para breve uma resposta formal de Teerã sobre o pacote de incentivos.

Mas a porta-voz de Solana disse que, na reunião realizada em Luxemburgo na segunda-feira, não foram discutidas sanções ao Irã.

Um alto membro do Parlamento iraniano, Alaeddin Boroujerdi, afirmou que Teerã não tem pressa em responder à oferta.

Durante a viagem de uma semana de Bush à Europa, o presidente norte-americano obteve o apoio do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, do presidente francês, Nicolas Sarkozy, e da chanceler alemã, Angela Merkel, aos esforços de impedir o Irã, quarto maior produtor de petróleo do mundo, de obter armas nucleares.

'O mundo livre tem a obrigação de trabalhar em conjunto para impedir que o Irã ganhe o conhecimento necessário para desenvolver uma arma nuclear', afirmou Bush a jornalistas depois da reunião com Brown. 'Agora é hora de trabalharmos juntos nesse sentido.'

Três resoluções das Nações Unidas sobre as sanções impostas ao Irã até agora tiveram âmbito relativamente restrito. Elas incluem sanções que visam indivíduos, algumas empresas que têm vínculos militares, e vários bancos.

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