Bush condena atentado em Islamabad e alerta para contínua ameaça terrorista

WASHINGTON - O presidente americano, George W. Bush, condenou energicamente neste sábado o atentado contra um hotel em solo paquistanês, e afirmou que o ataque é uma lembrança da contínua ameaça que Paquistão, EUA e todos os que lutam contra o extremismo violento enfrentam.

EFE |


Em nota, Bush demonstrou repulsa ao ataque que "matou muitos inocentes, incluindo pelo menos um americano", e expressou suas condolências aos familiares das vítimas.

O atentado a bomba, o mais recente de uma série de ataques terroristas, "é parte do contínuo ataque contra o povo do Paquistão", afirmou o chefe de Estado.

"Ajudaremos o Paquistão a fazer frente a esta ameaça e a levar os responsáveis à Justiça. Apoiaremos plenamente o Governo eleito democraticamente no Paquistão e o povo paquistanês enquanto enfrentarem enormes desafios, tanto de ordem econômica" como os ligados "ao terrorismo", acrescentou Bush.

O chefe de Estado americano foi informado do atentado contra o Hotel Marriott em Islamabad por seu assessor de Segurança Nacional, Stephen Hadley, disse anteriormente Gordon Johndroe, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional.

O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, também condenou o atentado a bomba, que, segundo dados preliminares, matou pelo menos 60 pessoas e deixou mais de 250 feridos.

Obama disse em um comunicado que "o ataque de hoje demonstra a grave e urgente ameaça que a Al Qaeda e seus parceiros representam para os EUA, o Paquistão e a segurança de todas as nações".

O senador por Illinois também lembrou que, assim como o atentado contra a embaixada americana no Iêmen esta semana, "a ameaça terrorista não conhece fronteiras, e os terroristas ameaçam inocentes civis de todas as religiões e regiões".

"Agora é a hora de centrarmos nossos esforços em derrotar a Al Qaeda e em proteger o povo americano", afirmou Obama.

O candidato também destacou a importância do fortalecimento das relações com o Paquistão e outras nações na luta contra o terrorismo, e destacou que os Estados Unidos "devem liderar um verdadeiro esforço global" para vencer a "Al Qaeda e sua ideologia cheia de ódio".

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