Bush conclui viagem que pode ter sido sua última como presidente

Macarena Vidal. Lima, 23 nov (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, George W.

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Bush, concluiu hoje em Lima a viagem que pode ter sido sua última ao exterior como chefe de Estado, com uma participação na cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) que teve um toque decididamente nostálgico em algumas ocasiões.

Bush partiu hoje às 13h45 (16h45 de Brasília) após participar da cerimônia de encerramento da cúpula e da foto em que os 21 líderes presentes posaram com um típico poncho peruano de cor marrom claro.

No início do dia, o presidente americano teve uma reunião com o chefe de Estado peruano, Alan García, após a qual nenhum dos dois fez declarações à imprensa, mas se mostraram visivelmente relaxados e sorridentes ao apertarem as mãos perante os fotógrafos.

A Casa Branca tinha antecipado que os dois presidentes iam falar a respeito do tratado de livre-comércio assinado entre os dois países e da situação na América Latina.

O presidente americano, que deixará seu cargo em 20 de janeiro, conclui sua despedida da América Latina com algumas conquistas modestas.

Bush obteve o apoio dos 21 países-membros do Apec ao livre-comércio e às propostas do Grupo dos Vinte (G20, os países mais ricos e os principais emergentes) para encarar a crise financeira, o objetivo principal que se tinha fixado para esta cúpula.

Uma circular emitida pela Casa Branca ao término da cúpula destaca também como conquista a promessa dos líderes de alcançar um acordo este ano sobre vias que permitam "uma conclusão ambiciosa e equilibrada" para a rodada de Doha.

O presidente americano também obteve o apoio dos países participantes das conversas para a desnuclearização da Coréia do Norte e para uma nova rodada de reuniões, embora ainda não haja uma data fixada para isso.

Nessas negociações participam Rússia, EUA, China, Japão e as duas Coréias.

Se não houver uma viagem ao Iraque ou ao Afeganistão, que a Casa Branca não anuncia por questões de segurança, esta foi a última de Bush ao exterior como presidente americano.

O próprio presidente referiu-se a esse fato em várias ocasiões durante esta breve visita, de apenas 48 horas, que ao contrário de viagens presidenciais anteriores não teve escalas em outros países da região.

Em discurso perante empresários de países do Apec no sábado, Bush aproveitou para lembrar "a bandeira (dos EUA) ondeando em cada carro de bombeiros em Montreal, no Canadá" e as "crianças orando em silêncio em frente" à embaixada americana em Seul após os atentados de 11 de setembro de 2001.

"Os laços de união que sentimos então permanecem hoje, e seguirão sempre", destacou o presidente, que em um tom mais brincalhão se referiu nesse mesmo dia, durante sua reunião com o primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, a sua "aposentadoria forçada".

Durante seu encontro com o presidente da China, Hu Jintao, Bush também admitiu se sentir um pouco "nostálgico", segundo afirmou a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino.

A Casa Branca nega que a viagem concluída hoje tivesse um caráter de despedida.

"Esta é uma reunião séria, não é uma despedida", afirmou o assessor da Casa Branca para assuntos econômicos internacionais, Dan Price, antes da viagem.

Se ele está "de saída, suas baixas porcentagens de aprovação...

isso não tem nada a ver" com a cúpula, sustentou.

Bush retomará amanhã mesmo suas tarefas no governo.

Na segunda-feira, ele se reunirá na Casa Branca com outro governante prestes a se despedir, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert.

Bush tinha se comprometido a tentar conseguir um acordo de paz entre israelenses e palestinos antes do fim do ano, uma meta que a Casa Branca já admitiu que é improvável de ser alcançada. EFE mv/ab/jp

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