O presidente George W. Bush desembarcou nesta terça-feira em Seul, onde foi instalado um imponente esquema de segurança para recebê-lo; mas os partidários da manutenção de uma relação forte com os Estados Unidos superaram em número os opositores à visita.

Acompanhado da esposa Laura, Bush inicia na Coréia do Sul uma viagem de uma semana que o levará quarta-feira à Tailândia e quinta-feira à China, onde ficará até o dia 11 de agosto.

Bush deve se encontrar na quarta-feira com seu colega sul-coreano, Lee Myung-bak, para conversar sobre o desmantelamento do arsenal nuclear da Coréia do Norte, sobre o comércio e sobre a aliança militar entre os dois países.

Manifestantes clamando "não à visita de Bush" e "abaixo Lee Myung-bak" se congregaram na praça de Chonggye, em Seul, cercada por centenas de membros das forças de segurança. A polícia prendeu brevemente cerca de 30 pessoas e recorreu a jatos d'água para repelir os manifestantes, estimados em 2.000 pelos policiais e a 5.000 pelos organizadores do protesto.

Mais cedo, cerca de 30.000 veteranos, militantes de direita e conservadores cristãos se reuniram para defender uma aliança forte com os Estados Unidos.

"Espero que o presidente Bush veja esta multidão quando seu comboio passar por aqui, e fique feliz com a nossa recepção", declarou Kim Hae-nam, 64 anos, um veterano da guerra da Coréia.

A polícia informou que cerca de 7.000 homens garantirão a proteção de Bush durante sua terceira visita à Coréia do Sul. Além disso, 17.000 policiais foram mobilizados para conter os protestos. Milhares de soldados também estão em estado de alerta, segundo o ministério da Defesa.

O presidente Lee, um conservador, considera a relação com os Estados Unidos a "espinha dorsal da diplomacia sul-coreana". As relações entre Washington e Seul tinham esfriado durante o mandato de seu predecessor, considerado muito complacente com a Coréia do Norte.

Segundo pesquisas, muitos sul-coreanos têm uma visão favorável dos Estados Unidos, que lutaram ao seu lado durante a guerra da Coréia e que mantêm 28.500 soldados no país para prevenir um eventual ataque da Coréia do Norte.

No entanto, as posições pró-americanas de Lee, que assumiu em fevereiro, são rejeitadas por parte da população.

Sua decisão de autorizar as importações americanas de carne de boi apesar da doença da vaca louca foi muito criticada e provocou várias manifestações no país, levando Bush a adiar sua visita, prevista inicialmente para julho.

Um carregamento de carne de boi americana - o primeiro desde 2003 - chegou na semana passada à Coréia do Sul.

Lee e Bush almoçam juntos nesta terça-feira, tendo como cardápio carne de boi americana.

Os esforços para que a Coréia do Norte desmantele seu arsenal nuclear são o principal tema das conversas entre os dois dirigentes.

Além disso, Bush deve pedir a Lee o envio de tropas sul-coreanas ao Afeganistão; os dois homens também conversam sobre o reposicionamento militar americano na Coréia do Sul.

Bush fará também um discurso para os soldados americanos na base de Yongsan, em Seul, antes de seguir para Bangcoc.

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