Bush autoriza execução de oficial das Forças Armadas

Washington, 28 jul (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, George W.

EFE |

Bush, aprovou hoje a execução de um soldado raso do Exército declarado culpado de assassinatos e estupros cometidos há 20 anos.

Esta é a primeira vez em mais de 50 anos que um presidente americano ratifica a condenação à morte de um membro das Forças Armadas do país.

Até o momento não foi fixada a data de execução de Ronald Gray, declarado culpado dos assassinatos e dos estupros quando se encontrava no Exército em Fort Bragg (Carolina do Norte).

"Embora aprovar uma sentença de morte contra um membro de nossas Forças Armadas seja uma decisão difícil para um comandante-em-chefe, o presidente acredita que os fatos não deixam dúvidas sobre a justificativa da sentença", disse Dana Perino, porta-voz da Casa Branca.

Em tribunais civis da Carolina do Norte, Gray se declarou culpado de dois assassinatos e cinco estupros e foi condenado a três e cinco cadeias perpétuas, respectivamente.

Posteriormente, em uma corte marcial realizada em abril de 1988, foi declarado culpado de dois assassinatos, uma tentativa de assassinato e três estupros. O júri decidiu condená-lo à morte por unanimidade.

Ao contrário do que ocorre nos tribunais civis, um militar não pode ser executado até que o presidente dos EUA aprove a sentença.

O último presidente a aprovar uma "execução militar" foi Dwight Eisenhower, em 1957.

John Bennet, também um soldado raso do Exército, foi declarado culpado de estupro e tentativa de assassinato de uma menina austríaca de 11 anos. Acabou enforcado em 1961. EFE ojl/fr

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