Bush aponta relatórios sobre armas no Iraque como seu maior erro

Washington, 1 dez (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, George W.

EFE |

Bush, disse hoje que seu maior erro nos oito anos em que ocupou a Casa Branca foi dar ouvidos aos relatórios da Inteligência que diziam que havia armas de destruição em massa no Iraque.

Em entrevista concedida à emissora "ABC News", o governante também reconheceu que não estava preparado para a guerra quando assumiu a Presidência, em 2001.

"Acho que não estava preparado para a guerra. Em outras palavras, não fiz campanha dizendo: por favor, votem em mim, serei capaz de conduzir um ataque. Não antecipei a guerra", explicou.

Bush deixará no dia 20 de janeiro a Casa Branca com os índices de popularidade mais baixos de toda a história moderna dos EUA, em grande parte pela guerra contra o Iraque.

"Meu maior arrependimento é o erro da Inteligência no Iraque.

Muita gente apostou sua reputação ao dizer que as armas de destruição em massa eram uma razão para derrubar Saddam Hussein", disse.

Bush não quis dizer, no entanto, se teria invadido o Iraque se os serviços de inteligência lhe tivessem dito que as armas de destruição em massa não existiam, como depois foi comprovado.

"É uma pergunta interessante, mas é uma volta ao passado que não posso fazer. É difícil para mim especular sobre essa hipótese", afirmou Bush ao jornalista Charles Gibson em uma recente conversa em Camp David, a residência de descanso presidencial nas montanhas de Maryland.

Na Guerra do Iraque morreram mais de 4.000 soldados americanos, e atualmente há cerca de 150.000 militares no país árabe.

Apesar dos relatórios de inteligência errôneos, Bush se sente orgulhoso de não ter retirado de maneira prematura as tropas do Iraque, uma decisão que foi baseada em seus princípios.

"Foi uma decisão difícil, especialmente porque muita gente me recomendava que deixássemos o Iraque", afirmou.

Para o líder americano, sua maior conquista como presidente foi a guerra contra o terror e o fato de ter mantido os americanos a salvo desde os atentados do 11 de Setembro.

Refletindo sobre seus oito anos na Casa Branca, Bush disse que espera que ser lembrado como um presidente que tomou decisões difíceis com princípios e que "não vendeu sua alma" para fazer política. EFE cae/mh

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