Bush anunciará na próxima semana sua decisão sobre nível de tropas no Iraque

(atualiza com fonte, assegurando que Bush estuda retirar cerca de 8.000 soldados do Iraque) Washington, 5 set (EFE).

EFE |

- O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, anunciará na próxima semana sua decisão sobre a situação das tropas americanas no Iraque, após receber recentemente as recomendações do Pentágono, informou hoje a Casa Branca.

O general David Petraeus, atual principal responsável pelas forças no Iraque e novo chefe do Comando Conjunto Central, entregou recentemente seu relatório para o secretário de Defesa, Robert Gates, e para o chefe de Estado-Maior Conjunto, o almirante Mike Mullen.

Estes últimos informaram Bush na quarta-feira, por videoconferência, o seu conteúdo e enviaram a ele sua opinião a respeito.

Baseado nas recomendações de Petraeus, Gates e Mullen, o presidente estuda agora suas opções em colaboração com o Conselho Nacional de Segurança e o Congresso, explicou hoje a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, em sua coletiva de imprensa diária.

Bush recebe de maneira regular informação atualizada sobre o Iraque, por isso está a par da situação nesse país e não demorará muito em tomar uma decisão, segundo Perino.

De acordo com ela, o que mais preocupa o presidente é a forma pela qual ele poderia se assegurar de que os progressos quanto à segurança obtidos no Iraque não seriam colocados em perigo, para poder avançar ainda mais em direção ao "sucesso" nesse país.

Perino não deu mais detalhes sobre a decisão que Bush poderia tomar, dizendo que deixaria que o presidente fizesse seu anúncio na próxima semana.

Ainda se desconhece a data exata do anúncio de Bush, que na terça-feira pronunciará um discurso na Universidade de Defesa Nacional em Washington, e na quinta-feira participará dos atos do sétimo aniversário dos atentados de 11 de setembro.

Na mesma semana, Gates e Mullen comparecerão perante o Comitê de Serviços Armados do Congresso, o que poderia proporcionar mais informação sobre as recomendações apresentadas a Bush.

Perino descartou que o anúncio de Bush coincidiria com outro sobre o acordo bilateral que os EUA e o Iraque negociam há cinco meses para estabelecer uma definição legal sobre a permanência das tropas americanas em território iraquiano, já que em dezembro vai expirar o mandato da ONU que legaliza essa situação.

"Ainda temos algumas coisas para negociar com eles (os iraquianos)", explicou a porta-voz da Casa Branca.

O jornal "The Washington Post" publicou hoje que o Pentágono recomendou a Bush não retirar mais tropas do Iraque no que resta do ano.

Isso significaria ampliar o período de suspensão de redução de unidades que iniciada em julho, quando retornou a última das cinco brigadas - cerca de 28.000 soldados - enviadas no ano passado ao Iraque como reforço, diante do deterioramento da segurança que se registrava então.

Concretamente, segundo as fontes citadas pelo jornal, o plano dos comandantes militares prevê que não se retirem mais tropas do Iraque até o final de janeiro ou começo de fevereiro, o que significa deixar esta decisão nas mãos do próximo presidente.

No entanto, o Pentágono assinalou que neste momento, cerca de 7.500 do total dos aproximadamente 146.000 soldados americanos que permanecem no Iraque poderiam ser retirados, dependendo das condições no terreno.

Ao contrário do que afirmou "The Washington Post", uma fonte próxima ao processo assegurou à cadeia "CNN" que Bush está analisando a possibilidade de retirar quase 8.000 soldados do Iraque, de acordo com as recomendações de Petraeus.

De acordo com essa fonte, o máximo comando militar no Iraque aprova uma redução de "muito mais de 7.500 soldados" nesse país.

Algumas unidades deixariam o Iraque nos próximos cinco meses, uma vez finalizadas suas missões.

A primeira redução significativa possível (uma brigada de combate) poderia acontecer no começo do ano. EFE cae/ma

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